Austrália

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As ambições de vigilância ameaçam os jornalistas investigativos e os delatores

Ainda que possuidora de um serviço público de qualidade, a Austrália está sujeita a uma forte concentração de sua imprensa escrita. Oitenta e cinco por cento das vendas de jornais envolvem os dois principais grupos de imprensa Fairfaix Media e News Corporation, pertencentes ao bilionário Rupert Murdoch. O trabalho da imprensa, que desfruta em geral de uma grande liberdade apesar de uma proteção das fontes desigual em todo o território nacional, é entravado sempre que diz respeito aos refugiados e sua retenção nas ilhas de Nauru e de Papua Nova Guiné. Em 2015, novas leis ameaçam de prisão os delatores que "prejudicarem a condução de operações especiais" ou divulgarem informações sobre as condições de vida dos refugiados. Uma lei sobre telecomunicações também abriu caminho para uma vigilância dos meta-dados das comunicações de jornalistas. Mandados de busca lançados pela polícia federal australiana sobre parlamentares do partido trabalhista em 2016 prejudicam o sigilo das fontes e demonstram a vontade do governo de amordaçar os "mensageiros" em vez de se debruçar sobre suas revelações, sempre de interesse público.

19
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2017

Posição

+6

25 em 2016

Pontuação global

-1.82

17.84 em 2016

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2017
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2017
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2017
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