Américas
Paraguai
-
Ranking 2022
96/180
Nota: 58,36
Indicador político
98
54.24
Indicador econômico
147
31.12
Indicador legislativo
53
75.44
Indicador social
104
65.00
Indicador de segurança
93
65.99
Ranking 2021
100/180
Nota: 66,48
N/A
Estes indicadores não estão disponíveis antes de 2022 em função de uma mudança metodológica

As ameaças e agressões contra jornalistas e rádios comunitárias são frequentes no Paraguai. Organizações criminosas e autoridades locais muitas vezes estão por trás desses ataques e se beneficiam de um forte clima de impunidade.

Cenário midiático

Apesar da recente expansão da mídia online, o cenário midiático do Paraguai está altamente concentrado em três grandes grupos (Vierci, Albavisión e Cartes). A mídia comunitária ainda luta para sobreviver. Os principais jornais do país são ABC Color, La Nación e Última Hora.

Contexto político

A eleição presidencial de 22 de abril de 2018 terminou com a vitória de Mario Abdo Benítez, do partido Colorado, que está no poder desde 1947 (com exceção do período 2008-2013), mas atualmente está enfraquecido e dividido. Na esfera local, a classe política está na origem dos frequentes ataques contra a imprensa crítica.

Quadro jurídico

As leis e a Constituição paraguaias garantem o livre exercício do jornalismo. Os meios de comunicação alternativos e digitais podem se desenvolver em um ambiente favorável, e a transparência e o acesso à informação são garantidos pela Lei n° 5.282/14.

Contexto económico

Embora esteja entre os países mais pobres da América do Sul, o Paraguai experimentou um crescimento alto e contínuo na última década e está entre as economias mais abertas da região do Mercosul. A economia paraguaia se baseia, em grande medida, no setor agroindustrial, na economia informal e no comércio com o Brasil e a Argentina.

Segurança

A região de fronteira com o Brasil e a Argentina, contaminada pelo narcotráfico e pela corrupção, é particularmente perigosa. Os jornalistas que realizam trabalho investigativo por lá às vezes pagam com a própria vida, como foi o caso do brasileiro Léo Veras, assassinado em fevereiro de 2020. Repórteres são alvos regulares de violência durante manifestações, e os abusos cometidos contra profissionais da imprensa permanecem, na maioria das vezes, impunes.