África
Burundi
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Ranking 2022
107/180
Nota: 55.74
Indicador político
114
50.03
Indicador econômico
80
44.67
Indicador legislativo
113
59.55
Indicador social
139
52.78
Indicador de segurança
77
71.66
Ranking 2021
147/180
Nota: 52.43
N/A
Estes indicadores não estão disponíveis antes de 2022 em função de uma mudança metodológica

​​Apesar de alguns sinais favoráveis enviados pelo novo presidente Evariste Ndayishimiye, o ambiente para a prática do jornalismo no Burundi ainda é muito hostil.

Cenário midiático

O cenário midiático do Burundi, que já foi considerado um dos mais dinâmicos da região dos Grandes Lagos, vem empobrecendo de maneira significativa desde a tentativa fracassada de golpe de 2015 e a crise que se seguiu. Várias emissoras de rádio foram destruídas ou forçadas a sair do país, a maioria se mudando para Ruanda. A Rádio-TV Isanganiro, a Bonesha FM e o grupo de imprensa Iwacu estão entre os meios de comunicação independentes mais populares. A rádio Rema FM e a emissora nacional de rádio e televisão RTNB têm grande audiência, mas estão totalmente alinhadas com a defesa e a promoção do regime.

Contexto político

Após a morte do presidente Pierre Nkurunziza, em 2020, seu sucessor, o general Ndayishimiye, prometeu normalizar as relações com as mídias no Burundi, mas essa promessa tem demorado a se concretizar. O CNDD-FDD, partido no poder desde 2005, se considera a personificação do Estado e não tolera nenhuma voz dissidente. A imprensa é monitorada de perto, a ponto de, em algumas províncias, os jornalistas precisarem ter uma autorização ou estar acompanhados por um membro de uma mídia estatal para poder cobrir determinados assuntos. A mídia é policiada pelo Conselho Nacional de Comunicação (CNC), cujos membros são indicados pelo presidente e que é totalmente subserviente ao regime.

Quadro jurídico

Embora a liberdade de expressão seja garantida pela Constituição e pela lei de imprensa, o arcabouço legal existente não oferece uma proteção concreta que favoreça o livre exercício do jornalismo. No fim de 2020, quatro jornalistas do Iwacu que haviam passado mais de um ano na prisão, depois de serem detidos quando iam fazer uma reportagem, só foram libertados graças a um perdão presidencial.

Contexto económico

O Burundi é um dos países mais pobres do mundo. Seu mercado publicitário é muito limitado, de forma que, nesse contexto, é muito difícil para um meio de comunicação sobreviver sem o apoio do governo, de instituições estrangeiras ou de ONGs.

Contexto sociocultural

O governo instaurou uma verdadeira cultura do medo tanto nas redações, em grande parte dominadas pela autocensura, quanto no resto da sociedade. Quando estão fazendo reportagens, os jornalistas muitas vezes são recebidos por um “comitê de boas-vindas”, pessoas selecionadas pelas autoridades e que não têm liberdade para dizer o que pensam. O regime encara os jornalistas como patriotas em treinamento e, caso não se enquadrem nessa categoria, como inimigos da nação.

Segurança

Os jornalistas burundineses vivem com medo de serem ameaçados, agredidos ou presos. A repressão pode vir das autoridades ou de ativistas do partido no poder, como a violenta milícia juvenil Imbonerakure, que recorre a espancamentos e extorsão para silenciar jornalistas. Em 2021, o presidente atacou publicamente dois jornalistas burundineses que trabalhavam no exterior, a quem acusou de destruir o país. Aqueles que cometem abusos contra profissionais da mídia gozam de total impunidade.

Ataques em tempo real em Burundi

Assassinados a partir de 1o de janeiro 2022
0 jornalistas
0 colaboradores de meios
0
Presos atualmente
0 jornalistas
0 colaboradores de meios
0