Ranking 2022
58/180
Nota: 68,16
Indicador político
57
65.89
Indicador econômico
67
47.52
Indicador legislativo
59
73.93
Indicador social
49
80.00
Indicador de segurança
68
73.48
Ranking 2021
41/180
Nota: 76,61
N/A
Estes indicadores não estão disponíveis antes de 2022 em função de uma mudança metodológica

A liberdade de imprensa na Itália continua a ser ameaçada por organizações mafiosas, particularmente no sul do país, bem como por vários pequenos grupos violentos extremistas ou de protesto. Essa violência aumentou significativamente durante a pandemia.

Cenário midiático

O panorama midiático italiano está amplamente desenvolvido e inclui uma ampla gama de meios de comunicação que garantem uma verdadeira diversidade de opiniões. O setor audiovisual é composto por vários canais de televisão (por exemplo, RAI1) e rádios públicas generalistas, bem como um grande número de meios de comunicação privados.  A mesma diversidade caracteriza a imprensa escrita, que inclui quase vinte diários (Corriere della Sera, La Repubblica, etc.), cuja tiragem ultrapassa os 20 mil exemplares diários, cerca de cinquenta semanários (L'Espresso, Famiglia Cristiana, etc.) de grande circulação, além de inúmeras revistas e diversos sites de notícias.

Contexto político

Os jornalistas italianos trabalham, em geral, num clima de liberdade. No entanto, os profissionais da informação às vezes cedem à autocensura, seja por causa da linha editorial seguida por seus meios de comunicação, pelo medo de possíveis ações na justiça, como denúncias de difamação, ou pelo medo de represálias de extremistas e de redes mafiosas.

Quadro jurídico

Uma certa paralisia legislativa está dificultando a aprovação dos diversos projetos de lei que vêm sendo propostos para preservar e até melhorar o livre exercício da profissão jornalística. Essa situação explica em parte as limitações que alguns repórteres encontram em seu trabalho. A criminalização da difamação ainda não foi abolida e a pandemia tornou mais complexo e trabalhoso o acesso de todos os meios de comunicação nacionais aos dados.

Contexto económico

O mundo da mídia depende cada vez mais das receitas publicitárias e de quaisquer subsídios públicos, devido à crise econômica. A profissão também enfrenta o declínio gradual nas vendas de jornais e revistas. O resultado é um perigoso processo de precariedade que limita o exercício, o vigor, mas também a autonomia do trabalho dos jornalistas. 

Contexto sociocultural

A polarização da sociedade durante a pandemia de Covid-19 afetou os jornalistas, vítimas de agressões verbais e físicas durante certas mobilizações contra as medidas sanitárias.

Segurança

Jornalistas que investigam o mundo do crime organizado, da corrupção e das máfias são sistematicamente ameaçados e até agredidos fisicamente por causa de seu trabalho investigativo. Seu veículo ou sua residência são às vezes destruídos por um incêndio criminoso. Da mesma forma, campanhas de intimidação online são orquestradas para “punir” profissionais que tenham coragem de explorar questões delicadas, como as relações de conluio entre clãs mafiosos e representantes políticos locais. Cerca de vinte jornalistas vivem atualmente sob proteção policial permanente após intimidações e agressões.