África
Chade
-
Ranking 2022
104/180
Nota: 56.18
Indicador político
89
55.88
Indicador econômico
85
43.27
Indicador legislativo
111
60.35
Indicador social
109
63.20
Indicador de segurança
110
58.21
Ranking 2021
123/180
Nota: 59.80
N/A
Estes indicadores não estão disponíveis antes de 2022 em função de uma mudança metodológica

A situação política e de segurança no Chade continua muito instável e apresenta riscos significativos para a prática do jornalismo. A morte do presidente Idriss Déby Itno, em abril de 2021, não trouxe, até o momento, novas perspectivas para a democratização do país.

Cenário midiático

Desde que o Chade iniciou seu processo de democratização, em dezembro de 1990, o cenário midiático se ampliou e a mídia adquiriu certa independência, ao passo que os meios de comunicação estatais deixaram de deter o monopólio da informação. Uma dúzia de jornais são publicados regularmente (L’Observateur, La Voix, Le Pays), há quatro estações privadas de televisão em N’Djamena, a capital, e cerca de 60 estações de rádio operando em todo o país.

Contexto político

A mídia estatal continua a ser controlada pelo Ministério das Comunicações, e seus diretores são indicados pelo governo, que também escolhe a maioria dos responsáveis pelo órgão regulador da mídia. Os veículos de imprensa possuem uma linha editorial própria, mas reportagens que critiquem altos funcionários do governo e seus associados próximos não são toleradas. Os jornalistas que escrevem esses artigos podem ser presos arbitrariamente, enquanto os repórteres estrangeiros podem ser expulsos e as mídias nacionais, suspensas. 

Quadro jurídico

No Chade, a liberdade de imprensa e o direito à informação estão previstos em lei. No entanto, a difamação continua a ser punível com até três meses de prisão. Em 2020, mais de uma dúzia de jornais foram suspensos com a aplicação da nova Lei de Imprensa, que exige um nível mínimo de qualificação para que se possa dirigir uma redação – um aparente empenho de profissionalizar o setor que, na realidade, ameaça fazer com que muitos títulos independentes desapareçam.

Contexto económico

Os meios de comunicação, principalmente os privados, funcionam em condições precárias: a impressão de jornais é muito cara e o mercado publicitário é limitado, o que leva alguns veículos a operarem no prejuízo. Embora o Estado deva oferecer um subsídio anual à imprensa, os jornais não recebem nada há alguns anos, com uma exceção às vésperas da eleição presidencial, em abril de 2021.

Contexto sociocultural

O Chade entrou em um período de transição desde 20 de abril de 2021, com a morte do presidente Idriss Déby Itno, que governou o país com mão de ferro por trinta anos. Desde então, jornalistas e meios de comunicação têm sido convidados a evitar a disseminação de discursos de ódio e a favorecer discursos que clamem pela paz, em uma espécie de censura velada.

Segurança

A presença de grupos armados como o Boko Haram e o Estado Islâmico no país é um fator de insegurança para os jornalistas, como evidenciado pela morte de um cinegrafista de televisão nacional vitimado por uma mina em 2019. Em fevereiro de 2022, um repórter de uma rádio comunitária foi morto a tiros durante um ataque no sul do país. Os profissionais também enfrentam a violência policial enquanto cobrem protestos contra o governo e são vítimas de repressão online por parte das autoridades. Em 2018 e 2019, o acesso às redes sociais foi cortado por 470 dias consecutivos, tornando o Chade um dos piores censores digitais do continente africano nos últimos anos. 

Ataques em tempo real no Chade

Assassinados a partir de 1o de janeiro 2022
1 jornalistas
0 colaboradores de meios
1
Presos atualmente
0 jornalistas
0 colaboradores de meios
0