Ranking 2022
7/180
Nota: 87,07
Indicador político
4
91.86
Indicador econômico
9
77.41
Indicador legislativo
18
84.21
Indicador social
3
93.14
Indicador de segurança
18
88.73
Ranking 2021
9/180
Nota: 89,89
N/A
Estes indicadores não estão disponíveis antes de 2022 em função de uma mudança metodológica

​​A liberdade de imprensa é robusta em Portugal. Os jornalistas podem conduzir suas reportagens sem restrições, embora alguns possam enfrentar ameaças de grupos extremistas.

Cenário midiático

Embora o mercado português, com uma população de 10 milhões, seja dominado por cinco grandes grupos de imprensa (Impresa, Cofina, Media Capital, Global Media e RTP), privados e públicos, existem no país nada menos que 300 empresas jornalísticas e mais de 1.700 publicações periódicas, incluindo 4 diários nacionais. Dois semanários impressos foram fundados em 2021. No setor audiovisual, o canal CNN Portugal foi criado em um mercado formado por três outros canais de notícias nacionais.

Contexto político

Em geral, o governo e os partidos políticos respeitam o trabalho da mídia. No entanto, enquanto cobriam as suas atividades durante as eleições presidenciais de janeiro de 2021, os jornalistas foram ameaçados e insultados por apoiadores do partido de extrema-direita Chega, bem como pelo seu diretor de campanha.

Quadro jurídico

 A legislação portuguesa não sofreu alterações recentes e continua a ser muito protetora dos jornalistas, que podem contar com sólidas normas legislativas e constitucionais que garantem a liberdade de imprensa.  Contudo, os meios de comunicação não estão imunes às pressões judiciais que entravam a liberdade de informação. Assim, o denunciante Rui Pinto está sendo julgado desde 2020 por estar por trás das investigações jornalísticas "Football Leaks" e "Luanda Leaks". Durante o ano de 2021, foi revelado que um promotor ordenou a vigilância de vários jornalistas como parte de uma investigação sobre a violação do segredo judicial realizada três anos antes.

Contexto económico

Embora uma melhoria geral nos resultados financeiros da imprensa tenha sido observada em 2021, as restrições duradouras devido à Covid-19 tiveram um impacto negativo no setor de mídia. Os jornais sofreram uma erosão significativa nas vendas de edições impressas, embora este enfraquecimento tenha sido parcialmente compensado pelo aumento das assinaturas digitais. Como resultado, os salários dos jornalistas sofreram uma desvalorização.

Contexto sociocultural

Assim como em outros países, repórteres que cobriam protestos anti-vacinas em meio à pandemia de Covid-19 foram ocasionalmente agredidos.

Segurança

Os jornalistas podem ser vítimas de agressões verbais e físicas no exercício de sua função. Em abril de 2021, o cinegrafista do canal de televisão TVI foi insultado e agredido fisicamente por um empresário do futebol no final de um jogo. No início de 2022, o grupo Impresa, proprietário do maior jornal e do canal de televisão mais assistido do país, sofreu um grande ataque cibernético que o privou de todos os seus arquivos digitais.