Américas
Cuba
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Ranking 2022
173/180
Nota: 27,32
Indicador político
177
27.27
Indicador econômico
104
39.80
Indicador legislativo
180
15.79
Indicador social
175
27.50
Indicador de segurança
158
26.24
Ranking 2021
171/180
Nota: 36,06
N/A
Estes indicadores não estão disponíveis antes de 2022 em função de uma mudança metodológica

Cuba permanece, ano após ano, o pior país da América Latina em matéria de liberdade de imprensa.

Cenário midiático

Televisões, rádios e jornais são vigiados de perto pelo Estado, e a imprensa privada continua proibida pela constituição. Os canais de televisão Tele Rebelde e Cubavision são os maiores do país, enquanto a Rádio Reloj é a estação mais ouvida. O jornal Granma é o mais difundido. É controlado pelo Estado, como todos os outros meios de comunicação. Os jornalistas independentes são mantidos sob a vigilância de agentes que tentam reduzir sua liberdade de movimento, não hesitam em abordá-los e apagar as informações em sua posse.

Contexto político

Protegido de Raúl Castro, a quem substituiu em 2019 como presidente do país e depois primeiro-secretário do Partido Comunista Cubano, Miguel Diaz Canel, seguindo a linha da família Castro, no poder desde 1959, mantém um controle quase total sobre as informações.

Quadro jurídico

Na internet, cujo acesso continua em grande parte controlado pelo Estado, blogueiros e jornalistas cidadãos encontram um espaço de liberdade, mas estão por sua própria conta e risco: diante da perseguição das autoridades, muitas vezes acabam presos ou forçados ao exílio. Em 2021, novas regulamentações tornaram ainda mais utópico o princípio de uma internet aberta, livre e inclusiva, em total violação do direito à liberdade de expressão, informação e associação na esfera digital.

Contexto económico

Sob o efeito da pandemia e o fortalecimento das sanções americanas, Cuba vive sua pior crise econômica em 30 anos, levando muitos habitantes a tentar emigrar a qualquer custo.

Contexto sociocultural

O protesto social do movimento San Isidro, em novembro e dezembro de 2020, seguido pelas manifestações em massa de 11 de julho de 2021, levaram a uma onda de repressão feroz, semelhante à da Primavera Negra de 2003.

Segurança

Prisões, detenções arbitrárias, ameaças de prisão, perseguição e assédio, buscas domiciliares ilegais, confisco e destruição de seu material fazem parte do cotidiano dos jornalistas que não seguem a narrativa oficial castrista. As autoridades também monitoram a cobertura midiática dos jornalistas estrangeiros, concedendo seletivamente licenças e expulsando jornalistas considerados "muito negativos" com relação ao regime.