África
Níger
-
Ranking 2022
59/180
Nota: 67.80
Indicador político
65
62.30
Indicador econômico
73
46.73
Indicador legislativo
64
71.75
Indicador social
61
76.50
Indicador de segurança
40
81.69
Ranking 2021
59/180
Nota: 71.56
N/A
Estes indicadores não estão disponíveis antes de 2022 em função de uma mudança metodológica

Apesar de uma queda animadora no número de ataques à liberdade de imprensa, o contexto regional, marcado pelo combate ao terrorismo, ainda tem um impacto significativo tanto na segurança dos jornalistas quanto no acesso da população à informação.

Cenário midiático

O fim do monopólio da mídia estatal, em 1991, favoreceu o desenvolvimento do cenário midiático nigerino e permitiu a chegada à capital, Niamey, dos primeiros semanários independentes, como Haské, Le Républicain e Le Démocrate. Em 2022, o país conta com 67 estações de rádio privadas, 15 canais de televisão privados e 16 sites de notícias online. Libération, Tamtaminfo e NigerDiaspora estão entre os mais populares.

Contexto político

A independência de informação nos canais públicos de televisão e rádio não existe, e ainda é rara nos canais privados. O peso da interferência do governo na linha editorial é muito grande. As autoridades favorecem determinados meios de comunicação em função do seu posicionamento político e obrigam-nos, mesmo fora dos períodos eleitorais, a dar-lhes tempo no ar. Os incessantes processos e condenações contra o editor do L’Événement, Moussa Aksar, autor de várias reportagens sobre corrupção e desvio de verbas envolvendo altos funcionários políticos e militares, simbolizam as ameaças que pairam sobre o jornalismo investigativo. 

Quadro jurídico

A aprovação de um código de imprensa, em 2010, foi um grande avanço para a proteção dos jornalistas, acabando com as penas de prisão para crimes de imprensa. No entanto, essa lei mais protetora é regularmente contornada, e alguns jornalistas ainda são detidos e às vezes encarcerados ou sentenciados a penas de prisão por suas reportagens investigativas sobre corrupção. A lei de crimes cibernéticos de 2019 é usada com frequência para silenciar jornalistas que atuam online, expondo-os a penas de prisão e multas pesadas.

Contexto económico

O ambiente econômico no Níger favorece os meios de comunicação estatais, que contam com o apoio do Estado, enquanto os meios privados sofrem de grande precariedade financeira. A falta de publicidade, os altos custos de impressão e o desenvolvimento das redes sociais ameaçam a sobrevivência dos jornais, e muitos deles estão desaparecendo. As rádios privadas não estão imunes a essa fragilidade, e apenas os canais de televisão conseguem tirar proveito do mercado publicitário. Essa precariedade também enfraquece os jornalistas, que ficam expostos à corrupção.

Contexto sociocultural

Muçulmana e tradicional, a sociedade nigerina tem dificuldade em debater na mídia questões relacionadas com o Islã e com certas temáticas sociais como sexualidade, contracepção e adultério. O acesso a informações sobre terrorismo ou migrantes também é muito difícil.  

Segurança

Ataques e ameaças contra jornalistas não são incomuns, especialmente durante manifestações públicas. Em 2021, a residência do correspondente da Radio France Internationale Moussa Kaká foi incendiada por jovens da oposição. As medidas de intimidação também resultam em prisão arbitrária de jornalistas. Por fim, as fontes são mal protegidas, e a polícia nigerina exerce pressões sistemáticas durante as prisões para que elas sejam reveladas.

Ataques em tempo real no Níger

Assassinados a partir de 1o de janeiro 2022
0 jornalistas
0 colaboradores de meios
0
Presos atualmente
2 jornalistas
0 colaboradores de meios
2