Ásia-Pacífico
Coreia do Norte
-
Ranking 2022
180/180
Nota: 13,92
Indicador político
179
22.42
Indicador econômico
180
0.00
Indicador legislativo
176
22.81
Indicador social
180
12.00
Indicador de segurança
176
12.38
Ranking 2021
179/180
Nota: 18,72
N/A
Estes indicadores não estão disponíveis antes de 2022 em função de uma mudança metodológica

​​A República Popular Democrática da Coreia (RPDC), um dos regimes mais autoritários do mundo, controla rigidamente as notícias e proíbe estritamente o jornalismo independente.

Cenário midiático

A Agência Central de Imprensa da Coreia (KCNA), porta-voz oficial do governo, é a única fonte autorizada de informação para a mídia na Coreia do Norte. O regime controla rigidamente a produção e distribuição de informações e proíbe estritamente o jornalismo independente. Algumas agências de notícias estrangeiras, como Agence France-Presse (AFP) e Kyodo News, estão oficialmente presentes no país, mas operam sob estreita vigilância, o que prejudica sua capacidade de reportagem.

Contexto político

Kim Jong-un, filho e neto dos falecidos ditadores Kim Jong-il e Kim Il-sung, é o líder supremo de um regime totalitário que baseia seu poder na vigilância, na repressão, na censura e na propaganda. Ele garante pessoalmente que a mídia transmita apenas conteúdo que glorifique o partido, o exército e a si mesmo. 

Quadro jurídico

O artigo 67 da constituição norte-coreana prevê a liberdade de imprensa, mas o regime desrespeita sistematicamente este princípio.

Contexto económico

O estado controla todos os meios de comunicação nacionais. As redes de televisão e rádio são estruturalmente limitadas a receber apenas sinais de estações administradas pelo governo. Medidas mais rígidas de proteção nas fronteiras tornaram quase impossível o contrabando de materiais da mídia estrangeira para o país.

Contexto sociocultural

O regime permitiu o uso generalizado de telefones celulares, incluindo smartphones, mas desenvolveu medidas técnicas que permitem o controle quase absoluto das comunicações dentro da intranet nacional. O simples fato de consultar um veículo de comunicação baseado no exterior pode levar a uma estadia num campo de concentração.

Segurança

Devido ao desejo do regime de se isolar completamente do mundo, jornalistas foram presos, deportados, enviados para campos de trabalhos forçados e mortos por se desviarem da narrativa do partido. Em 2017, o governo chegou a condenar jornalistas sul-coreanos à morte à revelia por meros comentários sobre a situação econômica e social do país.