Américas
México
-
Ranking 2022
127/180
Nota: 47,57
Indicador político
82
58.18
Indicador econômico
84
43.37
Indicador legislativo
91
65.79
Indicador social
121
59.50
Indicador de segurança
179
11.02
Ranking 2021
143/180
Nota: 53,29
N/A
Estes indicadores não estão disponíveis antes de 2022 em função de uma mudança metodológica

Ano após ano, o México continua sendo um dos países mais perigosos e mortais do mundo para os jornalistas. O presidente Andrés Manuel López Obrador, no poder desde dezembro de 2018, ainda não iniciou as reformas necessárias para conter a espiral de violência contra a imprensa.

Cenário midiático

O México é um dos países com maior concentração midiática do mundo, e os pequenos veículos independentes têm muita dificuldade de se estabelecer, até mesmo de existir. O setor de telecomunicações é dominado pela Telmex. O de rádio e televisão, pela Televisa. O grupo Organización Editorial Mexicana, que possui 70 jornais diários, 24 estações de rádio e 44 sites, é outro ator importante. Cada vez mais jornalistas independentes publicam seu próprio conteúdo nas redes sociais.

Contexto político

O presidente López Obrador e outros representantes do Estado adotaram uma retórica violenta e estigmatizante contra jornalistas e meios de comunicação, acusando-os regularmente de promover a agenda da oposição. Todas as quartas-feiras, em sua coletiva matinal, promovem uma sessão intitulada “Quem é quem na divulgação de informações falsas?”, mais uma das tentativas do governo de desacreditar a imprensa. Durante seus três anos no cargo, o presidente criticou os jornalistas por sua falta de profissionalismo e chamou a imprensa mexicana de “tendenciosa”, “injusta” e “lixo do jornalismo”.

Quadro jurídico

A liberdade de imprensa é garantida pela Constituição mexicana e amparada pela Lei de Liberdade de Imprensa de 1917. Na prática, não existem leis que cerceiem abertamente a liberdade de imprensa, e a censura é exercida por meio de ameaças ou ataques diretos a jornalistas, mais do que por meio de processos judiciais, detenções ou suspensão de atividades.

Contexto económico

A economia mexicana é baseada em uma diversidade de setores: alta tecnologia, produção de petróleo, mineração e indústria. Embora seja a segunda maior economia da América Latina, depois do Brasil, o país foi duramente atingido pela pandemia, com a perda de mais de 2 milhões de postos de trabalho entre março e dezembro de 2020. Nesse contexto, os jornalistas tiveram que encontrar fontes alternativas de renda enquanto se esforçavam para continuar seu trabalho jornalístico como freelancers.

Contexto sociocultural

O México é um país enorme, com uma megalópole, a Cidade do México, e pelo menos outras sete cidades com mais de um milhão de habitantes. As populares telenovelas há muito estabelecem um elo entre os meios de comunicação de massa e as fontes de informação para a maioria da população, uma vez que a Televisa, empresa familiar privada próxima do governo, é de longe o maior produtor de ambos.

Segurança

O conluio entre as autoridades e o crime organizado representa uma séria ameaça à segurança dos jornalistas e afeta o sistema judiciário em todos os níveis. Profissionais que cobrem assuntos delicados relacionados com a política ou o crime, sobretudo na esfera local, recebem advertências e ameaças, quando não são simplesmente assassinados. Outros são sequestrados e desaparecem para sempre, ou optam por salvar sua vida indo para o exterior. O presidente López Obrador ainda não realizou as reformas necessárias para conter a violência e a impunidade que a cerca. Desde 2000, mais de 150 jornalistas foram mortos no México.