Ranking 2022
51/180
Nota: 68.97
Indicador político
55
66.26
Indicador econômico
81
44.44
Indicador legislativo
45
77.88
Indicador social
63
76.33
Indicador de segurança
47
79.91
Ranking 2021
63/180
Nota: 71.17
N/A
Estes indicadores não estão disponíveis antes de 2022 em função de uma mudança metodológica

Apesar de um panorama pluralista, a mídia continua polarizada. O país está enfrentando um nível sem precedentes de desinformação e discursos de ódio, sobretudo na disputa territorial de Nagorno-Karabakh entre a Armênia e o Azerbaijão.

Cenário midiático

A principal fonte de informação na Armênia são as redes sociais, visitadas diariamente por dois terços da população. Desde a "Revolução de Veludo" de 2018, o cenário midiático cresceu e sites de notícias independentes prosperaram online, como Civilnet.am, hetq.am, Factor.am e Azatutyun.am, cumprem o seu papel de contrapeso essencial à democracia. No entanto, a maior parte dos meios audiovisuais ou impressos, afiliados a importantes interesses políticos ou comerciais, continuam a sofrer pressão sobre sua política editorial.

Contexto político

A polarização da mídia espelha a do cenário político: grande parte dos veículos de imprensa está próxima dos líderes que chegaram após 2018, enquanto a outra permanece fiel aos antigos oligarcas. Apenas um punhado de meios de comunicação demonstra independência.  Desde 2020, dois assuntos políticos têm sido particularmente sensíveis: a guerra do Nagorno-Karabakh e a gestão da pandemia. Alguns grupos políticos realizam operações de desinformação e atacam jornalistas.

Quadro jurídico

O arcabouço jurídico que regula o setor não oferece proteções suficientes para a liberdade de imprensa e não atende aos padrões europeus. As reformas recentes não resolveram os problemas causados pela desinformação ou pela mordaça judicial. Pelo contrário, a criminalização da difamação – cujo valor das multas incorridas triplicou – representa uma perigosa ameaça para os jornalistas. O acesso à informação pública é limitado pelo governo (recusa de respostas, atrasos, etc.).

Contexto económico

A maioria dos meios de comunicação é controlada por indivíduos próximos de movimentos políticos ou apoiada por figuras públicas influentes. Poucos meios utilizam um sistema de assinatura paga e o mercado publicitário continua subdesenvolvido, limitando a independência financeira da mídia privada. A mídia pública se abstém de qualquer crítica ao governo, e o novo marco legal que garante a transparência da propriedade da mídia ainda não é aplicado.

Contexto sociocultural

A profissão de jornalista é alvo de difamação e discursos de ódio particularmente preocupantes no país. A retórica antimídia sustentada pelas elites políticas que a acusam de ser "corrupta" e a serviço de seus adversários gera um clima de intolerância que dificulta o trabalho dos jornalistas. Estes são regularmente vítimas de insultos, ataques e processos judiciais abusivos por calúnia, o que reforça a autocensura.

Segurança

O ano de 2021 foi difícil para a mídia e para os jornalistas devido à guerra na região fronteiriça de Nagorno-Karabakh, às eleições antecipadas e à crise sanitária. A agressão de um jornalista de um meio de comunicação da oposição por um ministro em exercício e depois, após meses de investigação, o não reconhecimento pelos tribunais da culpa do ministro representa um grande retrocesso para a liberdade de imprensa. De forma geral, a violência contra jornalistas permanece impune.