Ranking 2022
167/180
Nota: 30.97
Indicador político
161
35.15
Indicador econômico
170
21.43
Indicador legislativo
170
28.95
Indicador social
164
39.67
Indicador de segurança
153
29.65
Ranking 2021
168/180
Nota: 38.90
N/A
Estes indicadores não estão disponíveis antes de 2022 em função de uma mudança metodológica

Controlado com mão de ferro pela família real, o Bahrein é conhecido por aprisionar muitos jornalistas.

Cenário midiático

Em 2017, o único e último veículo de comunicação independente do país, Al Wasat, foi fechado. O Bahrein, portanto, só possui canais de televisão e rádio controlados pelo Ministério da Informação. Há quatro jornais diários nacionais em árabe e dois em inglês, todos semi-estatais e propriedade de um membro da família real, a quem é obviamente proibido criticar.

Contexto político

Não existe liberdade de expressão no Bahrein. A situação se agravou com os protestos pró-democracia de 2011.  O governo reduziu o espaço disponível para o jornalismo independente e os meios de comunicação se tornaram um canal para a família real e seus apoiadores.

Quadro jurídico

Vários jornalistas do Bahrein que criticaram o governo na internet do exterior são acusados de “cibercrime”. O país não tem nenhuma lei recente sobre a imprensa, e a legislação em vigor há décadas está totalmente desfasada das realidades em campo e da evolução do jornalismo nos últimos 50 anos.

Contexto económico

As agências de notícias de propriedade do governo ou de membros da família real são autorizadas a trabalhar para políticos, membros do parlamento ou empresários e empresárias influentes. Essa situação cria um conflito de interesses que faz com que os meios de comunicação percam sua independência financeira, afetando sua linha editorial.

Contexto sociocultural

A sociedade e as personalidades religiosas exercem forte pressão sobre os jornalistas para dissuadi-los de cobrir determinados assuntos como gênero, sexualidade ou religião.

Segurança

Acusados de participar de manifestações ou apoiar o terrorismo, jornalistas profissionais e cidadãos enfrentam longas penas de prisão, às vezes perpétua, durante as quais sofrem maus-tratos. Alguns tiveram sua cidadania revogada. Desde 2016, os jornalistas do Bahrein que trabalham para meios de comunicação internacionais enfrentam dificuldades para renovar seu credenciamento.