Américas
Guatemala
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Ranking 2022
124/180
Nota: 47.94
Indicador político
123
46.06
Indicador econômico
132
33.67
Indicador legislativo
73
68.86
Indicador social
123
59.00
Indicador de segurança
150
32.12
Ranking 2021
116/180
Nota: 61.55
N/A
Estes indicadores não estão disponíveis antes de 2022 em função de uma mudança metodológica

​​A liberdade de imprensa é garantida pela Constituição guatemalteca, mas esse direito é constantemente violado por autoridades e atores políticos. Jornalistas e meios de comunicação que investigam casos de corrupção e de violação de direitos humanos ou que emitem opinião crítica enfrentam campanhas de assédio e processos criminais.

Cenário midiático

Na Guatemala, há uma grande diversidade de meios privados e alternativos e, em menor grau, públicos. Um dos principais jornais diários do país é o Prensa Libre, e um dos mais antigos é o La Hora. Os canais de televisão Canal 3, Guatevisión e Televisiete estão entre os mais importantes. Embora não haja entraves à criação e ao funcionamento de um veículo de comunicação, a ausência de uma regulamentação específica para as rádios comunitárias faz com que sejam com frequência consideradas ilegais e, consequentemente, fechadas. A crise econômica dos últimos anos favoreceu a criação de veículos investigativos independentes online e de outras plataformas de notícias.

Contexto político

A Guatemala vive uma crise sociopolítica há mais de cinco anos, o que levou a um aumento das agressões a jornalistas que criticam as autoridades estatais. A veiculação de reportagens sobre casos de corrupção, violação de direitos humanos e práticas ilícitas por empresas privadas faz com que os jornalistas e meios de comunicação responsáveis sejam alvo de múltiplos ataques: de campanhas de difamação nas redes sociais a assédio policial e criminalização, tudo isso com a anuência do Ministério Público e da Suprema Corte de Justiça.

Quadro jurídico

A liberdade de expressão é garantida pela Constituição e pela Lei de Emissão do Pensamento, que tem valor constitucional. Em 2008, o Congresso aprovou a Lei de Acesso à Informação Pública, para facilitar o monitoramento do Estado pela mídia e pelos cidadãos, mas ela é repetidamente descumprida por diferentes autoridades. Nos últimos anos, houve tentativas de criminalizar as críticas ao Estado na Internet, mas esses projetos ainda não foram debatidos no Congresso. Ao mesmo tempo, a perseguição e a censura a jornalistas por meio de decisões judiciais não para de crescer. Embora, até o momento, apenas dois profissionais da informação tenham sido presos, persistem os temores de que esse número aumente.

Contexto económico

A conjuntura econômica do país e a queda nas receitas publicitárias forçaram muitas redações a fazer cortes significativos de pessoal e a investir na publicação online, cobrando uma taxa pelo acesso a determinados conteúdos. A pandemia só agravou essa situação, levando ao desaparecimento da versão impressa do La Hora, que agora existe apenas em formato digital. Nesse contexto, os jornalistas são forçados a procurar outras fontes de renda, enquanto se esforçam para continuar seu trabalho jornalístico como freelancers.

Contexto sociocultural

Apesar das campanhas de difamação e do discurso estigmatizante das autoridades, a população tem grande confiança nos jornalistas, principalmente devido ao seu trabalho de fiscalização e investigação. No entanto, alguns jornalistas e veículos de comunicação vêm perdendo credibilidade por causa de sua afinidade com o governo ou de sua linha editorial no que diz respeito aos direitos das mulheres, à igualdade de gênero e, de forma mais geral, aos direitos humanos.

Segurança

A segurança dos jornalistas se deteriorou nos últimos anos, e não existem políticas públicas para garantir sua proteção. Campanhas de difamação, assédio policial e agressões verbais e físicas são as violações mais comuns contra profissionais da imprensa.