Américas
Honduras
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Ranking 2022
165/180
Nota: 34.61
Indicador político
167
33.33
Indicador econômico
146
31.63
Indicador legislativo
159
36.84
Indicador social
173
31.00
Indicador de segurança
136
40.22
Ranking 2021
151/180
Nota: 50.65
N/A
Estes indicadores não estão disponíveis antes de 2022 em função de uma mudança metodológica

A imprensa hondurenha tem vivido uma lenta descida ao inferno há mais de uma década, desde o golpe de Estado de 2009. Para os jornalistas, o país continua sendo um dos mais letais das Américas.

Cenário midiático

Em Honduras, a aquisição da grande mídia pelo capital estrangeiro e da pequena mídia pela classe política local mina o pluralismo. Os principais jornais do país são La Prensa, El Heraldo e La Tribuna.

Contexto político

As eleições presidenciais de novembro de 2021 deram uma vitória esmagadora à candidata esquerdista de oposição Xiomara Castro (Partido Livre), marcando, após três mandatos presidenciais, o fim de uma década do Partido Nacional no poder. Sem maioria no Parlamento após as eleições legislativas que se realizaram simultaneamente, o Partido Livre terá que negociar com os demais partidos para implementar sua agenda de reformas sociais, em um contexto tenso. O conluio entre a mídia e parte da classe política constitui um obstáculo à liberdade de expressão.

Quadro jurídico

O nível de impunidade, em um país assolado pela violência do crime organizado e pela corrupção, é um dos mais altos do continente. Processos abusivos são abertos com frequência contra jornalistas, e penas de prisão por difamação são comuns, por vezes acompanhadas da proibição de continuar exercendo a profissão de jornalista. Adotado em 2020, o novo Código Penal contém artigos liberticidas, criminalizando sobretudo o direito de manifestação e reunião, e constitui uma ameaça à liberdade de imprensa.

Contexto económico

Honduras é um dos países mais desiguais da América Latina. Sua economia, baseada principalmente na agricultura, é muito aberta. Os Estados Unidos são seu principal parceiro comercial.

Segurança

Os jornalistas da imprensa de oposição e dos meios de comunicação comunitários são regularmente agredidos, além de serem alvo de campanhas de assédio e intimidação, serem ameaçados de morte e forçados ao exílio. Na maioria das vezes, os abusos e a violência contra a imprensa são cometidos pelas forças de segurança, sobretudo pela Polícia Militar e pelo Exército.