Europa - Ásia Central
Cazaquistão
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Ranking 2022
122/180
Nota: 48.28
Indicador político
136
43.52
Indicador econômico
153
29.80
Indicador legislativo
135
51.93
Indicador social
140
52.30
Indicador de segurança
98
63.85
Ranking 2021
155/180
Nota: 49.72
N/A
Estes indicadores não estão disponíveis antes de 2022 em função de uma mudança metodológica

Embora a qualidade da informação online tenha melhorado, a repressão está se modernizando com o aumento do controle da internet, único espaço onde uma imprensa independente pode se expressar.

Cenário midiático

Arruinado por uma sucessão de reformas repressivas desde 1997, o cenário midiático serve principalmente à propaganda do regime cazaque. Apenas um punhado de títulos independentes sobreviveu, como Vlast.kz, Uralskaya Nedelia ou a agência de notícias KazTAG. Mas projetos alternativos lançados por jornalistas profissionais estão se desenvolvendo no YouTube, Telegram ou Instagram, como Protenge, Za nami uzhe vyekhali ou Guiperborei (“Hiperbórea”), que contradizem a narrativa midiática pró-governo.

Contexto político

As autoridades buscam controlar a informação, impedindo por todos os meios – prisões, violência, bloqueio de telecomunicações, cortes na internet – a cobertura midiática de grandes eventos, como as inéditas manifestações contra o governo que sacudiram o país em janeiro de 2022. O acesso à informação é restrito e as perguntas dos jornalistas em briefings do governo são censuradas. O Estado paga à mídia privada para difundir sua propaganda, e a nomeação de editores na mídia estatal e paraestatal depende do poder político. O próprio Ministério da Informação atua como regulador da mídia.

Quadro jurídico

Embora a constituição proíba a censura, ela ainda é praticada. A difamação é descriminalizada, mas não a “difusão consciente de informações falsas”. O direito ao sigilo das fontes pode ser quebrado por uma simples decisão judicial.

Contexto económico

O apoio estatal à mídia depende diretamente da promoção da agenda e propaganda das autoridades. Privados de subsídios públicos, os meios de comunicação independentes dependem essencialmente da publicidade e concorrem com aqueles que são leais ao governo e dispõem de recursos para baixar o preço do seu espaço publicitário.

Contexto sociocultural

A profissão desperta desconfiança generalizada na sociedade, que é mais propensa a acreditar em blogueiros ou usuários anônimos de redes sociais. A acusação de corrupção é amplamente utilizada contra jornalistas quando a cobertura de um assunto desagrada. Os obstáculos ao trabalho dos jornalistas estão muitas vezes ligados ao desconhecimento da lei, e os agentes de segurança de instituições estatais ou empresas privadas não hesitam em usar a força contra os profissionais da mídia. 

Segurança

Alguns jornalistas estão sujeitos a ameaças e ataques direcionados relacionados com a sua atividade profissional, sobretudo nas redes sociais, e em particular no interior, muitas vezes pelas pessoas diretamente citadas nas publicações. Jornalistas não sujeitos ao governo correm risco de prisão. Alguns são espionados, como revelado pelo projeto Pegasus.