Ranking 2022
26/180
Nota: 78,53
Indicador político
21
79.85
Indicador econômico
23
67.86
Indicador legislativo
10
86.51
Indicador social
18
89.38
Indicador de segurança
85
69.05
Ranking 2021
34/180
Nota: 77,4
N/A
Estes indicadores não estão disponíveis antes de 2022 em função de uma mudança metodológica

Embora o arcabouço jurídico e regulamentar seja favorável à liberdade de imprensa e à independência editorial, as ferramentas destinadas a combater os conflitos de interesses são insuficientes, inadequadas e ultrapassadas. Um novo esquema de policiamento, mais respeitoso com os direitos dos jornalistas durante as manifestações, foi adotado para responder à violência policial. Os repórteres foram alvos de inúmeros ataques físicos de manifestantes.

Cenário midiático

O cenário da mídia apresenta uma ampla gama de opções em todos os segmentos em nível nacional e local. Na imprensa escrita, o jornal mais vendido é o diário Ouest-France. Os canais e estações públicos da France Télévisions e da Radio France competem pelo mercado audiovisual com concorrentes privados (TF1, M6, RTL, BFMTV, etc.). A ascensão do empresário Vincent Bolloré, que implementa práticas de intimidação, pode causar uma reviravolta no setor.

Contexto político

A mídia francesa, incluindo a mídia pública, é independente do poder político e pode exigir que os políticos prestem contas de forma a atender ao interesse geral. Os ataques verbais de políticos, que foram virulentos nos partidos mais à esquerda e à direita, parecem ter diminuído nos últimos anos. Infelizmente, a influência das relações públicas e da comunicação é cada vez mais intensa.  

Quadro jurídico

O arcabouço jurídico é, de forma geral, protetor da liberdade de imprensa e dos jornalistas, mas subsistem deficiências em termos de proteção das fontes (após censura pelo Conselho Constitucional de um texto adotado em 2010) e repressão a processos mordaça. Em 2021, o Conselho Constitucional censurou um artigo na lei de segurança global que poderia ter impedido os jornalistas de cobrir operações policiais. 

Contexto económico

A queda nas receitas publicitárias durante a pandemia de Covid-19 foi parcialmente compensada pelo aumento das assinaturas online e pelos auxílios estatais. A estrutura jurídica continua insuficiente para combater as concentrações verticais de mídia nas mãos de um punhado de proprietários. Embora a lei preveja obrigações de honestidade, independência e pluralismo de informação, é insuficiente para garantir que seja respeitada, e o órgão regulador não atua suficientemente para impor a sua aplicação, sobretudo com relação a determinados canais que tendem a tornar-se meios de opinião mais do que notícias.

Contexto sociocultural

O nível significativo de desconfiança contra os jornalistas se reflete em ataques, verbais ou físicos, especialmente durante manifestações contra as medidas sanitárias ligadas à pandemia de Covid-19. Nos últimos anos, os jornalistas também foram alvo de ataques físicos e online promovidos por movimentos de extrema-direita, extrema-esquerda e islâmicos.

Segurança

Embora a violência policial contra jornalistas tenha diminuído este ano e um novo esquema nacional de policiamento mais respeitoso com a liberdade de imprensa tenha sido adotado, os repórteres foram alvo de muitas agressões. Vários jornalistas recebem proteção policial por causa da ameaça de terroristas islâmicos que assassinaram parte da redação do semanário satírico Charlie Hebdo em 2015.