Ranking 2022
171/180
Nota: 28.94
Indicador político
166
33.51
Indicador econômico
160
27.62
Indicador legislativo
164
33.58
Indicador social
166
36.57
Indicador de segurança
175
13.39
Ranking 2021
173/180
Nota: 29.37
N/A
Estes indicadores não estão disponíveis antes de 2022 em função de uma mudança metodológica

Neste país em guerra há mais de uma década, os repórteres têm acesso negado a faixas inteiras do território. Ferramentas de divulgação da ideologia baathista, os meios de comunicação estão fechados ao pluralismo, empurrando muitos jornalistas para o exílio.

Cenário midiático

A imprensa do governo nacional, difundida no rádio, na televisão e na imprensa escrita, retransmite a propaganda do Estado sob orientação da todo-poderosa agência de notícias SANA. Para os demais meios de comunicação, o Facebook e as redes sociais continuam sendo a principal ferramenta de distribuição das publicações, por serem de difícil controle, embora monitorados. Um terço da mídia independente ou da oposição está agora no exílio, como o Enab Baladi.

Contexto político

Bashar al-Assad e o Partido Ba'ath controlam a maior parte da imprensa síria. A revolução de 2011, no entanto, dividiu o cenário da mídia em dois campos: pró-governo e mídia independente. Durante os primeiros protestos, o governo proibiu a entrada da mídia internacional e independente no país. A falta de formação e independência financeira dos jornalistas obriga-os a permanecer sob a tutela política do governo.

Quadro jurídico

A Lei de Cibercriminalidade de 2021, alterada em 2022, permite que as autoridades sancionem jornalistas por "divulgação online de notícias falsas que prejudicam o prestígio da nação". Em 2011, a lei de mídia já havia fortalecido o controle governamental sobre as redações, enquanto a lei de proteção contra a revolução promulgada em 1965, a lei antiterrorismo de 2012 e o código penal geral são ameaças à liberdade de imprensa. 

Contexto económico

Embora a maioria da mídia síria seja financiada pelo Estado ou por pessoas próximas ao governo, as sanções econômicas impostas contra o país afetam o setor audiovisual tanto quanto outros setores da sociedade. Os repórteres ficam sem trabalho se não conseguirem se credenciar. Quanto aos meios de comunicação no exílio, seu financiamento se deve à perseverança dos jornalistas que desejam continuar relatando a situação na Síria em total liberdade.

Contexto sociocultural

A polarização da sociedade no conflito afeta a imprensa a tal ponto que alguns jornalistas se definem como “ativistas da mídia”. Suas páginas pessoais nas redes sociais cumprem plenamente o papel de veículo de comunicação e são fontes de informação para acompanhar a realidade em campo. Cada lado tem seus próprios códigos, suas terminologias e seus assuntos favoritos.

Segurança

Prisões, sequestros, torturas, assassinatos... Os jornalistas sírios são muitas vezes forçados ao exílio para evitar maus-tratos ou morte. Muitos deles, refugiados na Turquia, foram forçados a retornar ao seu país em 2019. Centenas de outros foram ameaçados com o mesmo procedimento, o que os teria exposto à prisão pelas autoridades sírias ou a abusos por vários grupos armados se as autoridades turcas não tivessem desistido definitivamente dessa medida.