Ranking 2022
15/180
Nota: 82.69
Indicador político
13
86.21
Indicador econômico
28
65.56
Indicador legislativo
23
82.68
Indicador social
23
87.50
Indicador de segurança
13
91.50
Ranking 2021
16/180
Nota: 84.63
N/A
Estes indicadores não estão disponíveis antes de 2022 em função de uma mudança metodológica

Ainda que os meios de comunicação gozem de um arcabouço legislativo protetor e de um alto nível de confiança, a sua independência - enfraquecida pelo tamanho reduzido do mercado - é ameaçada pelos interesses da indústria de pesca, o maior setor econômico da ilha.

Cenário midiático

Pequeno em tamanho, como sua população, o mercado de mídia da Islândia é caracterizado por uma alta concentração. Embora isso tenha diminuído ligeiramente nos últimos anos, o cenário da mídia ainda é dominado por quatro grandes grupos. A Islândia possui dois grandes jornais diários, o mais antigo dos quais é o Morgunblaðið, uns semanários e quinzenais, bem como estações de televisão e de rádio, incluindo a emissora pública RUV. Nos últimos anos, veículos online influentes surgiram.

Contexto político

Pela lei e pelas normas internas das mídias, os grandes meios de comunicação nacionais gozam bastante de uma independência editorial, inclusive da televisão pública RUV, cujo conselho de administração é nomeado pelo Parlamento. Por outro lado, os jornalistas são mais vulneráveis à influência das autoridades e empresas locais. Nos últimos anos, o trabalho dos jornalistas tem sido alvo de críticas virulentas no Parlamento, percebidas por parte da profissão como pressão política.

Quadro jurídico

O arcabouço jurídico oferece aos jornalistas e à mídia garantias sólidas de proteção, acesso à informação pública e independência em relação ao poder político. Ele é complementado por um sistema de autorregulação eficaz baseado em um código nacional de ética respeitado pela maioria dos meios de comunicação. A difamação é, no entanto, classificada como crime, o que pode ter um efeito dissuasor nas investigações jornalísticas.

Contexto económico

Embora o jornalismo investigativo tenha se beneficiado de um impulso significativo desde a cobertura rigorosa de grandes casos de corrupção, as receitas publicitárias - limitadas devido ao pequeno tamanho do mercado - foram enfraquecidas, de forma geral, pela chegada da pandemia de Covid-19. Para compensar sua redução, o Estado concedeu à mídia um apoio financeiro sem precedentes. Alguns temem, porém, que esses recursos públicos favoreçam grandes grupos em detrimento do pluralismo de informações.

Contexto sociocultural

Embora os meios de comunicação islandeses gozem de grande confiança da sociedade, que confiou neles sobretudo para se informar corretamente sobre a crise do coronavírus, sua independência é ameaçada pelos interesses econômicos inclusive da indústria da pesca. As grandes empresas são, de fato, donas da mídia, o que levanta questões de conflito de interesses. Além disso, desde 2020, jornalistas que investigaram o escândalo Fishrot Files, envolvendo suspeitas de corrupção e evasão fiscal na Namíbia pela maior empresa de pesca, foram alvos de uma campanha de difamação liderada pela empresa em questão.

Segurança

Ainda que a profissão seja relativamente poupada da violência, as mulheres jornalistas são ocasionalmente ameaçadas por telefone ou com comentários nas redes sociais.

Ataques em tempo real na Islândia

Assassinados a partir de 1o de janeiro 2022
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