Ranking 2022
106/180
Nota: 55.76
Indicador político
70
61.21
Indicador econômico
86
42.86
Indicador legislativo
36
79.45
Indicador social
62
76.43
Indicador de segurança
165
18.84
Ranking 2021
97/180
Nota: 67.04
N/A
Estes indicadores não estão disponíveis antes de 2022 em função de uma mudança metodológica

O conflito armado desencadeado pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022 ameaça a sobrevivência da esfera midiática ucraniana. Nessa "guerra de informação", o país está na linha de frente para resistir à expansão do sistema propagandista do Kremlin.

Cenário midiático

O cenário midiático da Ucrânia é diversificado, mas permanece em grande parte nas mãos dos oligarcas que possuem todos os canais de TV nacionais - exceto o grupo de mídia estatal Suspilne - e influenciam suas linhas editoriais. O setor também está sob constante ameaça das forças russas. Nos territórios sob controle russo - a Crimeia anexada em 2014, o Donbass e as áreas ocupadas pelo exército em 2022 - a imprensa ucraniana é silenciada e muitas vezes substituída pela propaganda do Kremlin.

Contexto político

Mesmo antes do confronto militar, a "guerra de informação" com a Rússia mantinha um clima deletério na Ucrânia: proibição de mídia considerada pró-Kremlin por decreto presidencial, restrição de acesso às redes sociais russas... Esta se intensificou desde a invasão liderada por Moscou. A mídia que transmitia a propaganda russa foi bloqueada, enquanto o exército russo alvejava deliberadamente jornalistas, meios de comunicação e infraestrutura de telecomunicações para impedir que a população ucraniana tivesse acesso a informações independentes.

Quadro jurídico

Desde a revolução Maidan em 2014, vários conjuntos de leis foram adotados sobre transparência da mídia, acesso à informação e proteção de jornalistas. A criação do grupo audiovisual público independente Suspilne, em 2017, foi a mais emblemática dessas reformas. No entanto, a Lei de Radiodifusão, que concede ao órgão regulador muito pouca independência e um escopo de competência restrito, permanece inalterada. O presidente Zelensky, que havia prometido lutar contra a influência dos oligarcas na mídia, não trouxe as mudanças esperadas.

Contexto económico

A mídia local e os sites de notícias foram enfraquecidos pela crise de Covid e pelas disputas territoriais, forçando muitos deles a fechar antes mesmo da invasão russa. Para sobreviver, muitos publicam conteúdos patrocinados tendenciosos, o que leva a uma certa desconfiança da população em relação à mídia.

Contexto sociocultural

A imprensa ucraniana abordou questões sociais até então negligenciadas nos últimos anos, como grupos de pessoas vulneráveis, e continua a desempenhar seu papel essencial na denúncia da corrupção das elites do país. Contudo, a desigualdade de gênero na mídia continua sendo um problema, especialmente quando se trata de dar voz a especialistas em determinados temas.

Segurança

Após a invasão russa da Ucrânia no final de fevereiro, a segurança dos jornalistas está mais ameaçada do que nunca. Às vezes, eles são deliberadamente alvejados apesar de sua identificação de “Imprensa”, e o número de repórteres feridos e mortos continua a aumentar. Antes da guerra, eles podiam ser alvo de agressões físicas, principalmente durante manifestações. Ciberataques, quebra de sigilo das fontes e restrição de acesso à informação também eram motivos de preocupação.

Ataques em tempo real em Ucrânia

Assassinados a partir de 1o de janeiro 2022
6 jornalistas
2 colaboradores de meios
8
Presos atualmente
0 jornalistas
0 colaboradores de meios
0