África
Djibuti
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Ranking 2022
164/180
Nota: 35.75
Indicador político
170
32.73
Indicador econômico
177
16.12
Indicador legislativo
157
37.72
Indicador social
165
37.60
Indicador de segurança
117
54.56
Ranking 2021
176/180
Nota: 21.38
N/A
Estes indicadores não estão disponíveis antes de 2022 em função de uma mudança metodológica

Assédio judicial, buscas ilegais, agressões, prisões o arsenal repressivo empregado contra jornalistas pelo regime de Ismaïl Omar Guelleh, reeleito para um quinto mandato em 2021, faz com que reine um verdadeiro terror midiático no país.

Cenário midiático

No Djibuti, o cenário midiático é completamente fechado e se limita quase exclusivamente a mídias estatais, como o jornal La Nation, a agência de notícias do Djibuti e a Radio-Télévision de Djibouti (RTD). Não há nenhum meio de comunicação independente sediado no país. A La Voix de Djibouti, que opera do exílio em Paris, permanece sendo a única emissora de rádio que oferece informações independentes. Seu sinal é interrompido com regularidade e seu site é bloqueado pelas autoridades. O governo restringe deliberadamente a Internet para limitar o acesso às redes sociais, que estão entre os únicos espaços de livre expressão e acesso à informação.

Contexto político

O governo do Djibuti exerce controle implacável sobre a liberdade de informação. A mídia estatal e as autoridades reguladoras estão sob seu comando. O pluralismo político é reconhecido pela Constituição de 1992, a primeira desde a independência, mas, na prática, o sistema de partido e pensamento único continua a prevalecer. Não há debate público crítico possível, e nenhuma mídia está autorizada a fazê-lo.

Quadro jurídico

A comissão responsável pela análise dos pedidos de licença para meios de comunicação audiovisuais nunca foi constituída, embora esteja prevista há 30 anos na Lei de Liberdade de Comunicação. Essa lei, por si só, constitui um sério obstáculo à liberdade de informação, pois prevê penas de prisão para crimes de imprensa e restrições de idade e nacionalidade para aqueles autorizados a criar meios de comunicação.

Contexto económico

Em uma entrevista concedida em 2020, o presidente Guelleh citou o tamanho reduzido do mercado publicitário dessa pequena nação de 1 milhão de habitantes no Chifre de África para justificar a ausência de meios de comunicação independentes no país. Na realidade, porém, as restrições são mais políticas do que econômicas. Os meios de comunicação estatais, os únicos existentes, são financiados pelo governo.

Contexto sociocultural

No Djibuti, as suscetibilidades das etnias e dos clãs são uma particularidade com a qual os jornalistas precisam lidar para não sofrerem ainda mais pressões. Nesse país muçulmano, a religião, a condição da mulher e questões relacionadas com a orientação sexual são consideradas tabus e estão sujeitas a censura e autocensura.   

Segurança

Vigiados, agredidos, ameaçados e por vezes detidos, os jornalistas que tentam produzir informação de forma independente vivem em um clima de insegurança constante, que muitas vezes os obriga, como acontece com os correspondentes da rádio La Voix de Djibouti, a trabalhar na clandestinidade. Nos últimos anos, vários deles foram presos arbitrariamente, muitas vezes para dissuadi-los de continuar suas atividades ou para que identificassem suas fontes. 

Ataques em tempo real em Djibuti

Assassinados a partir de 1o de janeiro 2022
0 jornalistas
0 colaboradores de meios
0
Presos atualmente
0 jornalistas
0 colaboradores de meios
0