África
Lesoto
-
Ranking 2022
88/180
Nota: 59.39
Indicador político
85
57.37
Indicador econômico
102
40.14
Indicador legislativo
119
57.31
Indicador social
72
74.00
Indicador de segurança
88
68.11
Ranking 2021
88/180
Nota: 68.39
N/A
Estes indicadores não estão disponíveis antes de 2022 em função de uma mudança metodológica

A liberdade de imprensa continua frágil no Lesoto. Abusos contra jornalistas não são incomuns e a imprensa carece de independência. 

Cenário midiático

No geral, o panorama midiático do Lesoto é marcado pela falta de independência. O país possui dez semanários (nove privados, um público), mas continua sendo um dos poucos no continente a não ter um jornal impresso diário. O setor audiovisual vem se abrindo gradualmente desde 1997 e hoje conta com 26 estações de rádio (duas delas públicas e seis comunitárias) e uma emissora de televisão pública, criada em 1988. A mídia pública ainda é amplamente controlada pelo Estado e por líderes políticos. A informação online permanece relativamente livre, mas o acesso à Internet ainda é muito reduzido devido à falta de infraestrutura e ao custo da conexão.  

Contexto político

É comum jornalistas serem vítimas de campanhas de intimidação e é difícil investigar as atividades dos políticos. Um jornal estatal foi fechado por ordem de um ministro, por ter ousado exibir o líder da oposição em uma de suas edições. A autocensura é frequente e alguns profissionais da informação optaram pelo exílio, sobretudo na África do Sul, a fim de evitá-la.

Quadro jurídico

Em 2018, o Lesoto se juntou ao grupo ainda muito restrito de países que aboliram a criminalização da difamação e, em 2021, adotou uma nova lei de mídia. Esta última, contudo, não aboliu os muitos outros dispositivos legais que podem ser usados para minar o exercício do jornalismo. A Lei de Acesso à Informação, cuja primeira versão data de 2000, nunca foi aprovada.

Contexto económico

Os jornais e o rádio, meios de comunicação dominantes devido aos baixos custos de distribuição e ao baixo nível de alfabetização, vêm perdendo pouco a pouco sua liberdade de expressão e continuam dependentes das receitas publicitárias de empresas estatais.

Segurança

A pressão contra os jornalistas se intensificou nos últimos anos, e os ataques não são incomuns. Em 2021, houve uma série de ataques muito violentos por parte da polícia: em novembro, um jornalista foi torturado e asfixiado com um saco plástico após publicar um artigo sobre roubo de armas. Em 2020, uma jornalista foi baleada pela polícia e vários de seus colegas foram presos arbitrariamente durante uma manifestação. 

Ataques em tempo real no Lesoto

Assassinados a partir de 1o de janeiro 2022
0 jornalistas
0 colaboradores de meios
0
Presos atualmente
0 jornalistas
0 colaboradores de meios
0