Birmânia

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As promessas quebradas de Aung San Suu Kyi

Logo após a vitória da Liga Nacional para a Democracia, os jornalistas birmaneses nutriam a esperança de não precisar mais temer detenções e prisões quando formulassem críticas ao governo ou aos militares. Mas a liberdade de imprensa, claramente, não faz mais parte das prioridades do novo governo. Em 2017, cerca de 20 jornalistas foram processados, sobretudo com base no artigo 66(D) da lei de telecomunicações, que criminaliza a difamação. A autocensura é a regra para tudo que possa desagradar as autoridades políticas e, sobretudo, os militares. A situação dos jornalistas tornou-se crítica após a intervenção, no final de agosto de 2017, das forças de segurança birmanesas no estado de Arakan, que levou ao êxodo de 700 mil refugiados rohingya para o vizinho Bangladesh. A zona se tornou um buraco negro da informação e os jornalistas que se atrevem a investigar o tema são jogados na prisão. A imprensa também é impedida de cobrir conflitos com as minorias Shan e Kachin, no nordeste do país.

137
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2018

Posição

-6

131 em 2017

Pontuação global

+1.33

41.82 em 2017

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2018
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2018
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2018
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