Somália

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Os jornalistas pegos entre fogo cruzado

A Somália continua sendo um dos países mais perigosos para jornalistas na África. Em 2018, três repórteres escaparam de tentativas de assassinato e outros três foram mortos no âmbito de suas atividades. O primeiro foi baleado por um policial, o segundo foi esfaqueado até a morte logo após receber ameaças do Shebab e o terceiro morreu em um ataque com carro-bomba reivindicado pelo grupo terrorista. Ameaçados tanto fundamentalistas islâmicos quanto pelo governo, os jornalistas estão presos entre o fogo cruzado. A liberdade de informação sofre com o clima de corrupção, de insegurança e de extrema fraqueza do governo central, grande parte do território sendo controlada por entidades não ligadas ao Estado. Aqueles que não se submetem à autocensura são atacados pelos Shebab ou são presos, detidos arbitrariamente - mais de uma dezena em 2018 - torturados, ou têm seus veículos de comunicação fechados pelas autoridades somalis. É difícil exercer um papel crítico neste contexto, especialmente porque, devido à falta de recursos, muitos órgãos recorrem a financiamento político, muitas vezes orientado a favor do governo central, enfraquecendo o panorama mediático e a independência da imprensa somali.

164
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

+4

168 em 2018

Pontuação global

-5.80

63.04 em 2018

  • 3
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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