Mali

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Assassinatos e desaparecimento: o reino da impunidade

Ainda que os ataques a jornalistas tenham diminuído, a liberdade de imprensa permanece frágil no Mali. Mais de quatro anos após o assassinato dos dois jornalistas da RFI em Kidal, as investigações seguem sem avanços. Desde a crise de 2013, o norte do país permanece um local perigoso, como demonstra o ataque com jornalistas feitos reféns no Office de Radiodiffusion Télévision du Mali (ORTM) [Escritório de radiodifusão e televisão do Mali], por um grupo tuaregue em 2014, assim como o assassinato não elucidado de um jornalista em Tombuctu, em 2015. As mídias malinesas são submetidas a pressões oficiais sobre questões relativas à segurança. Qualquer crítica ao exército pode levar a uma prisão e uma acusação de "ofensa aos costumes e propostas desmobilizadoras de tropas". Durante o ataque com reféns no Radisson Blu de Bamako, em 2015, a rede estatal preferiu difundir séries de televisão. Ainda que a imprensa malinesa goze de um grande pluralismo, ela sofre de uma falta cruel de meios e tem dificuldade de se libertar das imposições editoriais de seus promotores. Alguns temas permanecem tabus: dois jornalistas investigativos foram ameaçados, em junho de 2017, por ter revelado o envolvimento de três altos dignatários da Conferência Episcopal do Mali em um caso de evasão fiscal.

112
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

+3

115 em 2018

Pontuação global

-0.92

36.15 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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