Madagascar

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Os meios de comunicação sob influência de políticos e empresários

A precariedade dos jornalistas e meios de comunicação malgaxes torna-os particularmente vulneráveis à influência de empresários e políticos que possuem muitos veículos de comunicação. A eleição presidencial vencida no final de 2018 pelo ex-líder da transição Andry Rajoelina confirmou a forte politização dos meios de comunicação locais, especialmente da mídia impressa. Como quase todos os títulos tomaram partido de um ou outro dos principais candidatos, o acesso a informações neutras e independentes foi gravemente limitado. Donos de veículos de imprensa foram então nomeados para o governo. Certos eventos oficiais são reservados para os veículos de comunicação e jornalistas próximos ao governo. O jornalista Fernand Cello (nomeado ao prêmio RSF 2017) foi finalmente inocentado pela justiça, em 2019. Ele foi alvo de um processo judicial abusivo e preso, depois de ter publicado informações comprometedoras sobre autoridades locais. No âmbito legal, o código de comunicação adotado em 2016 refere-se ao Código Penal para julgar os delitos de imprensa, potencialmente levando a uma criminalização da profissão. O código prevê multas pesadas para infrações que vão do ultraje à difamação e à divulgação de "notícias falsas", delito muito impreciso e que elimina o direito de os jornalistas errarem. A corrupção, sobretudo no setor de recursos naturais ou no setor ambiental, continua sendo um assunto difícil de tratar.

54
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

0

54 em 2019

Pontuação global

-0.08

27.76 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
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