Ilhas Fiji

Ilhas Fiji

Um governo pouco inclinado a restabelecer a liberdade de imprensa no país

A adoção de uma nova Constituição em 2013 e as eleições legislativas que se seguiram em setembro de 2014 - as primeiras desde o golpe de estado de 2006 - tiveram efeitos positivos sobre o "acesso à informação". O debate público e a cobertura midiática pluralista ilustram uma melhora da situação, apesar de algumas violações à montante do escrutínio. Contudo, a imprensa ainda deve se adequar ao decreto sobre o desenvolvimento da indústria dos meios de comunicação (MIDD), adotado em 2010, e à autoridade regulatória dele derivada, a "Media Industry Development Authority" (Mida). Os jornalistas que violem o decreto podem pegar uma pena máxima de dois anos de prisão, e a independência da Mida é questionada. Após haver fechado novamente o parênteses eleitoral durante o qual um aumento de liberdade foi concedido aos jornalistas, o governo do primeiro ministro Frank Bainimarama restabeleceu sua política de manter à distância a imprensa estrangeira, que ele qualifica publicamente de "hostil". Quanto aos jornalistas de Fidji, eles são alvo de uma hostilidade cada vez maior do Fidji First, o partido no governo. O principal grupo de imprensa escrita do país, o Fidji Times, assim como três de seus jornalistas, foram alvo de processos falaciosos na justiça por "sedição".A cobertura das eleições legislativas de 2018 é um teste determinante para a liberdade de imprensa no país.

57
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2018

Posição

+10

67 em 2017

Pontuação global

-2.09

28.64 em 2017

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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