Ilhas Fiji

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Jornalistas são alvos cada vez mais recorrentes de intimidações por parte do governo

Os jornalistas que criticam demais o governo são regularmente alvo de tentativas de intimidação e até de prisão na República das Fiji do indestrutível primeiro-ministro Frank Bainimarama, no poder desde o golpe militar de 2006. Os repórteres precisam lidar sobretudo com o decreto sobre o desenvolvimento da indústria de meios de comunicação (Midd), convertido em lei em 2018, e com a autoridade reguladora resultante, a Media Industry Development Authority (Mida), diretamente vinculada por estatuto ao poder executivo. Os jornalistas que violarem as disposições vagamente formuladas dessa lei podem ser condenados a dois anos de prisão.  A instrumentalização das leis de sedição também cria um clima de medo e autocensura, com sentenças de até sete anos de prisão.  Em 2017, o principal jornal diário do país, The Fiji Times, foi alvo de um processo de sedição que envenenou a vida de seus jornalistas durante dois anos. Para muitos observadores, o jornal pagou o preço de sua independência. Em março de 2020, o diário também teve sua distribuição proibida em várias regiões do arquipélago, sob o fundamento, apresentado pelo governo, de que "a imprensa é um serviço não essencial" durante a pandemia de Covid-19. Alinhado com o governo, o Fiji Sun foi, no entanto, perfeitamente distribuído nas mesmas áreas. Outros dois atores importantes que mantêm a liberdade de imprensa no arquipélago são o canal de rádio e televisão Fiji Village e o grupo de imprensa Mai Media.

55
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2021

Posição

-3

52 em 2020

Pontuação global

+0.51

27.41 em 2020

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2021
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2021
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2021
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