Guiné-Bissau

Guiné-Bissau

O impasse político, obstáculo à liberdade de imprensa

Desde o golpe militar de 2012 e a expulsão, três anos depois, do ex-primeiro-ministro Domingos Simões Pereira pelo presidente José Mário Vaz, a Guiné-Bissau está passando por um período de instabilidade ao qual as eleições legislativas adiadas para março de 2019 devem dar um fim. Esses anos de impasse político contribuíram largamente para uma polarização muito forte da imprensa, da precariedade dos meios de comunicação e dos jornalistas, tornando-os extremamente vulneráveis à influência e pressão da classe política. Esse contexto também favoreceu a interferência do Estado nas mídias estatais, cujos diretores foram substituídos. Os jornalistas da TGB assinaram uma petição denunciando essa falta de independência em 2017 e entraram em greve pelas mesmas razões no início de 2019. O direito ao acesso livre à informação não é garantido e a autocensura permanece muito disseminada quando se trata de abordar as fraquezas do governo, o crime organizado ou a influência dos militares na sociedade. Alguns jornalistas preferiram se exilar devido às intimidações e ameaças.

89
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

-6

83 em 2018

Pontuação global

+0.86

30.09 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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