Guiné-Bissau

Guiné-Bissau

O impasse político, obstáculo à liberdade de imprensa

Assinados em 14 de outubro de 2016, os acordos de Conakry previam retirar a Guiné Bissau de uma crise que já dura muitos anos. Um ano e meio mais tarde, o acordo ainda não foi instaurado. Esse impasse político favoreceu a ingerência do Estado nas mídias estatais, cujos diretores foram substituídos. É verdade que muitas mídias privadas foram reabertas e que o presidente reafirmou os direitos relativos à liberdade de expressão garantida pela Constituição, assim como as leis de 2005. Mas o direito ao acesso livre à informação não é garantido e a autocensura permanece muito disseminada quando se trata de abordar as fraquezas do governo, o crime organizado ou a influência dos militares na sociedade. Três radiotelevisões em língua portuguesa foram suspensas por quatro meses em 2017, por tratamento tendencioso das informações sobre a crise política. Alguns jornalistas preferiram se exilar devido às intimidações e ameaças.

83
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2018

Posição

-6

77 em 2017

Pontuação global

0

30.09 em 2017

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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