Guiné-Bissau

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O impasse político, obstáculo à liberdade de imprensa

As eleições parlamentares realizadas em março de 2019 não conseguiram pôr fim aos anos de instabilidade que começaram com um golpe militar em 2012 e continuaram com a destituição do primeiro-ministro Domingos Simões Pereira três anos depois por José Mario Vaz, cuja presidência terminou em fevereiro de 2020. O impasse político durante esses anos polarizou a mídia e os jornalistas, enfraqueceu-os e deixou-os extremamente vulneráveis à influência e pressão política. Esse contexto também favoreceu a interferência do Estado nos meios de comunicação estatais, cujos diretores foram substituídos. Em 2020, militares próximos ao novo presidente Umaro Sissoco Embaló ocuparam a sede da rádio e da televisão nacionais para denunciar seu "viés" a favor do oponente de Embaló no segundo turno das eleições presidenciais de dezembro de 2019. Poucos meses depois, uma rádio que criticava as autoridades foi atacada e seu transmissor destruído por homens armados. Em geral, a mídia e os jornalistas permanecem extremamente vulneráveis às pressões políticas e econômicas. O país possui apenas um canal de televisão, controlado pelo Estado, o direito de livre acesso à informação não é garantido e a autocensura permanece muito disseminada quando se trata de abordar as fraquezas do governo, o crime organizado ou a influência dos militares na sociedade. Alguns jornalistas preferiram se exilar devido às intimidações e ameaças. No início de 2021, um jornalista da televisão pública foi temporariamente suspenso por não ter entrevistado o Presidente da República, que desempenhava o papel de árbitro num jogo de futebol entre membros do governo e o Parlamento.


95
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2021

Posição

-1

94 em 2020

Pontuação global

+0.62

32.06 em 2020

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2021
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2021
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2021
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