Grã-Bretanha

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Reino Unido defende liberdade de imprensa internacionalmente, mais do que dentro de suas próprias fronteiras

Se por um lado o país se mostra mais engajado com a agenda da liberdade de imprensa internacionalmente - organizando a Conferência Mundial sobre Liberdade de Imprensa e co-presidindo a nova Coalizão para a Liberdade de Imprensa -, a situação em âmbito nacional permaneceu preocupante ao longo de 2019. O assassinato da jornalista Lyra McKee durante os levantes de Derry em abril e as ameaças repetidas contra jornalistas que cobrem grupos paramilitares na Irlanda do Norte revelaram a necessidade urgente de tomar medidas para garantir a segurança dos profissionais da informação. No entanto, nenhum progresso foi observado no estabelecimento de um Comitê Nacional para a Segurança dos Jornalistas e de um Plano de Ação Nacional para a Segurança dos Jornalistas, anunciados pelo Departamento de Digital, Cultura e Esportes em julho. O fundador do Wikileaks, Julian Assange, foi condenado a uma sentença desproporcional de 50 semanas de prisão por violar as condições de sua fiança. O secretário do Interior autorizou o tribunal a examinar o pedido de extradição para os Estados Unidos, e Assange permaneceu em prisão preventiva na prisão de alta segurança de Belmarsh, apesar da preocupação internacional, incluindo a do Relator Especial da ONU sobre tortura, com seu estado de saúde. As leis sobre contraterrorismo e criminalidade adotadas durante o ano contêm artigos perturbadores que podem restringir a cobertura jornalística e expor os dados de profissionais da imprensa. A polícia da cidade de Londres entrou com ações contra a publicação de informações confidenciais de telegramas diplomáticos, chamando-a de "caso criminoso". Processos abusivos foram usados para tentar silenciar as investigações de interesse público, como aconteceu com o caso de difamação iniciado por Arron Banks contra a jornalista Carole Cadwalladr. Durante a campanha das eleições gerais, o Partido Conservador ameaçou revisar a tarifa para a licença da BBC e a licença de transmissão para o canal de serviço público Channel 4, se retornasse ao governo.

35
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

-2

33 em 2019

Pontuação global

+0.70

22.23 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
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