Burkina Faso

Burkina Faso

A liberdade de expressão confrontada em meio à luta contra a insegurança

Burkina Faso se classifica entre os sucessos do continente africano em matéria de liberdade de imprensa, com uma paisagem midiática dinâmica, profissional e pluralista. A transição pós-Blaise Compaoré aconteceu sem repressão significativa dos meios de comunicação. Além disso, o governo francês agora é a favor da extradição de François Compaoré, irmão do ex-presidente e suposto patrocinador do assassinato do jornalista investigativo Norbert Zongo há mais de 20 anos. A difamação também foi recentemente descriminalizada e não é mais passível de prisão. No entanto, continua sujeita a multas pesadas que podem levar ao fechamento definitivo do meio de comunicação. Por outro lado, a insegurança no norte do país dificulta a cobertura dos eventos que acontecem por lá. O congresso adotou, em 2019, uma emenda ao código penal que pune criminalmente a difusão de "informações falsas" e publicações sobre a ação das forças de segurança. Além de permitir que o Estado exerça um controle muito rigoroso sobre a circulação da informação, permitindo a imposição de multas pesadas a veículos de comunicação que cobrem de maneira crítica e objetiva a luta contra o terrorismo pelas forças armadas nacionais.

38
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

-2

36 em 2019

Pontuação global

-1.06

24.53 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
Ver o Barômetro