Burkina Faso

Burkina Faso

Uma liberdade de informação real, mas frágil

Burkina Faso se classifica entre os sucessos do continente africano em matéria de liberdade de imprensa, com um horizonte midiático dinâmico, profissional e pluralista. A transição pós-Blaise Compaoré aconteceu sem repressão significativa das mídias e a difamação foi recentemente descriminalizada. Em 2018, Burkina Faso aboliu a pena de morte, um pré-requisito para uma possível extradição futura de François Compaoré, o irmão do ex-presidente e suposto mandante do assassinato do jornalista investigativo Nobert Zongo, há mais de 20 anos. Contudo, uma certa pressão subsiste: os casos de difamação, sobretudo, são passíveis de multas pesadas e podem levar ao fechamento puro e simples das mídias envolvidas. A insegurança no norte do país dificulta a cobertura dos eventos que acontecem na região. A cobertura crítica e objetiva da luta contra o terrorismo pelas forças armadas nacionais também continua sendo um exercício perigoso.

36
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

+5

41 em 2018

Pontuação global

+1.20

23.33 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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