Timor Leste

Timor Leste

A lei de mídia, espada de Dâmocles para os jornalistas

Desde sua independência em 2002, nenhum jornalista foi preso por seu trabalho no Timor-Leste. Os artigos 40 e 41 da Constituição garantem a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa. Contudo, os jornalistas não estão menos ameaçados neste país de pouco mais de um milhão de habitantes. Processos na justiça como forma de intimidação, violência policial e difamação pública dos veículos de comunicação por autoridades do governo ou por parlamentares... Os jornalistas do Timor Leste enfrentam inúmeras pressões visando impedi-los de exercer livremente a sua profissão. A instauração de um Conselho da Imprensa em 2015 foi um movimento acertado, apesar das reservas expressadas pela imprensa com relação ao processo de eleição de seus membros. Mas a lei de mídia, adotada em 2014 a despeito dos alertas da comunidade internacional, é como uma espada de Dâmocles sobre os jornalistas e uma ferramenta de promoção da autocensura. A cobertura relativamente livre de episódios de instabilidade do governo nos anos 2019-2020, no entanto, permitiu destacar o papel do pluralismo dos meios de comunicação no exercício da democracia timorense.

78
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

+6

84 em 2019

Pontuação global

-0.03

29.93 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
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