Quênia

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A liberdade de imprensa se degrada pouco a pouco

No Quênia, a liberdade de imprensa vem se erodindo lentamente. O contexto político e de segurança instável serviu de argumento para as autoridades começarem a restringir a liberdade de informação desde 2016. Agressões físicas pelas forças de segurança e pela população, intimidações e ameaças públicas por homens políticos, confisco de material e supressão de conteúdos jornalísticos são a norma para a profissão em tempos de campanha eleitoral. Cobrir eventos organizados pela oposição, ou ainda retratar de maneira negativa o partido no poder do presidente Kenyatta e suas disfunções pode custar caro aos jornalistas. No início de 2018, quatro redes de televisão privadas foram suspensas por ter desafiado a proibição do presidente Uhuru Kenyatta de transmitir a posse simbólica de seu principal oponente político Raila Odinga. Ainda que a liberdade seja garantida pela Constituição de 2010, o arcabouço legislativo permite amordaçar a imprensa ao criminalizá-la. Em 2014, a emenda às leis de segurança (Security Laws Amendment Act) já pretendia restringir essa liberdade. Mais recentemente, em setembro de 2016, o projeto de lei sobre a proteção e a segurança cibernética permitiu às autoridades estender o controle sobre a circulação da informação e sua vigilância das comunicações. O cerco se fecha em torno das mídias quenianas com uma indústria das mídias privadas sofrendo de asfixia financeira e mídias públicas sob o flagelo da auto-censura.

96
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2018

Posição

-1

95 em 2017

Pontuação global

-0.38

31.20 em 2017

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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