Polônia

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O pluralismo e a liberdade de imprensa em perigo

Mal chegaram ao poder e os conservadores do partido Direito e Justiça adotaram, em dezembro de 2015, uma lei sobre mídias que submetia a rádio e a televisão estatais ao controle do executivo e que permitiu substituir dirigentes da televisão e das estações de rádio na mesma sessão. Após transformar o audiovisual público em ferramenta de propaganda política, o governo se dedicou a estrangular financeiramente vários títulos de imprensa independentes opostos às reformas (Gazeta Wyborcza, Polityka ou ainda Newsweek) impondo às administrações a supressão de suas assinaturas desses jornais. Em dezembro de 2016, um projeto do governo que previa limitar o acesso dos jornalistas ao Parlamento fracassou e levou às ruas milhares de manifestantes preocupados com a liberdade de imprensa. Agora, é uma nova lei que pretende "repolonizar" a imprensa local estabelecendo limites de capital estrangeiro nos grupos de imprensa que preocupam Varsóvia. A Comissão Europeia, preocupada ao ver um de seus países membros violar os valores fundamentais da União Europeia, lançou contra Varsóvia um procedimento de salvaguarda do estado de direito em janeiro de 2016. Diante dos graves e repetidos ataques do governo polonês à liberdade e ao pluralismo da imprensa, a Repórteres sem Fronteiras (RSF) pediu em outubro à União Europeia que aplicasse sanções contra a Polônia, sobretudo financeiras.

54
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2017

Posição

-7

47 em 2016

Pontuação global

+2.58

23.89 em 2016

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2017
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2017
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2017
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