OS JORNALISTAS DESAPARECIDOS

Dois jornalistas dados como desaparecidos em 2017 assim permanecem até hoje. Ambos são oriundos do continente asiático. Somente um jornalista burundinês, Jean Bigirimana, desapareceu no ano passado.

Samar Abbas é tido como desaparecido desde 7 de janeiro de 2017, no Paquistão.


Nos primeiros dias de janeiro de 2017, cinco blogueiros paquistaneses foram sequestrados. Após várias semanas de cativeiro, quatro deles foram libertados. Samar Abbas jamais reapareceu. Baseado em Karachi, o blogueiro de 38 anos havia fundado a Aliança Progressiva Civil do Paquistão, um grupo em defesa dos direitos humanos e da liberdade de culto, cujas páginas na Internet visam trazer uma informação independente para contrabalançar o relato oficial das forças de segurança e dos extremistas religiosos. Em 7 de janeiro de 2017, Samar Abbas foi a Islamabad, capital do país. Sua família relata ter estado em contato ininterrupto com ele até esse dia, após o qual seu telefone celular ficou desligado. Uma queixa foi prestada em 14 de janeiro. Desde então, sua mulher e seus três filhos permanecem sem notícias. Apesar de as autoridades negarem, os serviços de informação do exército paquistanês foram acusados por um dos blogueiros libertados, hoje no exílio. Os outros três se recusam a fornecer detalhes sobre seu local de cativeiro.



Utpal Das foi dado como desaparecido em 10 de outubro de 2017, em Bangladesh.

A mãe do jornalista permaneceu todo o dia 31 de outubro ao lado do telefone, com esperança de que seu filho ligasse no dia de seu 29o aniversário. Mas o telefone nunca tocou e permaneceu desligado como está desde o dia 10 de outubro, data na qual este grande repórter do portal de notícias purboposhchimbd.news, baseado em Daca, deixou seu escritório, ao redor das 16 horas. Seu pai prestou queixa em 23 de outubro, no dia seguinte a outra queixa prestada por seu redator chefe. Até o momento, as investigações não deram resultado algum. O jornalista era especializado em assuntos políticos e investigava, sobretudo, a Liga Awami, partido no poder em Bangladesh. Uma centena de jornalistas formaram uma corrente humana em Daca, em 8 de novembro passado, para denunciar esta situação e pedir pela intervenção da primeira ministra Sheikh Hasina, transmitindo assim as demandas da família do jornalista.

A RSF considera que um jornalista é dado como desaparecido quando não há elementos suficientes para determinar que ele foi vítima de um homicídio ou de um sequestro e quando nenhuma reivindicação confiável foi divulgada.


"Os journalistas mortos"

"Os jornalistas presos"

"Os jornalistas reféns"

"As ações da RSF"

Resumo