Moçambique

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Blackout de informação no norte do país

Poucos meses antes das eleições legislativas e presidenciais que o partido, que está no poder desde a independência, não tem certeza de ganhar, as autoridades moçambicanas estão fazendo de tudo para evitar a cobertura da insurreição islâmica que afeta o norte do país. Um jornalista investigativo foi preso por vários dias em dezembro de 2018. Um mês depois, um repórter que estava conduzindo entrevistas com vítimas para um canal local também foi preso, detido pelos militares e acusado de "violação de segredos de Estado". A cobertura das atualidades do país também poderia deteriorar-se significativamente se o decreto adotado sobre o aumento drástico das taxas de credenciamento, especialmente para jornalistas e meios de comunicação estrangeiros, fosse aplicado. Ele prevê um custo de milhares de dólares para obter licenças de filmagem e poderia tornar Moçambique o país mais caro da África para realizar reportagens. As agressões contra jornalistas, que foram comuns durante a cobertura das eleições municipais de 2018, a falta de recursos da mídia e a autocensura completam um quadro que está ficando ainda mais sombrio neste ano em termos de liberdade de imprensa.

103
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

-4

99 em 2018

Pontuação global

+1.54

31.12 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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