Líbano

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Meios de comunicação altamente politizados, liberdade de expressão sob ataque

Embora possam ser francos, os meios de comunicação libaneses permanecem extremamente politizados e polarizados. Os jornais, rádios e canais de televisão servem de ferramentas de comunicação de certos partidos políticos ou homens de negócios. O código penal libanês considera a difamação, a calúnia e a difusão de informações falsas como infrações, com base em uma definição muito vaga.  É preocupante ver como os tribunais são usados para processar veículos de comunicação e jornalistas que se interessam por políticos ou líderes religiosos supostamente todo-poderosos. Nos últimos anos, a justiça abordou apresentadores por terem permitido que seus convidados criticassem as autoridades libanesas em seus programas, assim como jornais, por investigarem casos de corrupção. Os jornalistas podem ser processados por tribunais militares ou da mídia impressa e ser condenados à prisão, embora, na prática, os tribunais geralmente os multem e reservam penas de prisão para aqueles que estão sendo julgados à revelia. O tema dos refugiados sírios e as relações com Israel também são muito sensíveis.  Embora a “revolução” de outubro de 2019 tenha acabado com o tabu das críticas a figuras intocáveis, os ataques aos meios de comunicação se intensificaram durante as manifestações.  A polícia faz um uso desproporcional da força e ataca os jornalistas, ainda que claramente identificáveis como tais. Repórteres que trabalham para a mídia próxima ao poder são agredidos pelos manifestantes, que os veem com desconfiança. Outros, identificados por indivíduos de sua comunidade, são acusados de traidores quando transmitem informações que divergem da versão oficial. Finalmente, blogueiros e jornalistas online continuam a ser intimados pelo "escritório de luta contra crimes cibernéticos", por publicações em redes sociais, quando uma queixa é apresentada por uma entidade privada, ou, muitas vezes, por notáveis ligados ao governo. O clima ultrassensível é tal que o jornalista Lokman Slim foi assassinado por causa de suas repetidas críticas ao Hezbollah durante suas intervenções na mídia. 

107
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2021

Posição

-5

102 em 2020

Pontuação global

+1.74

33.19 em 2020

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