Comores

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Alarmante declínio da liberdade de imprensa no arquipélago

Intimidações, agressões, prisões, censura, as tensões políticas que marcaram o referendo constitucional de 2018 e a reeleição do presidente Azali Assoumani em 2019 foram acompanhadas por um aumento significativo e incomum dos ataques à liberdade de imprensa, forçando jornalistas comorenses a deixar o país para sua própria segurança, e jornalistas estrangeiros a deixar o arquipélago depois de serem presos. A suspensão arbitrária de dois jornalistas do canal público sob pressão do governo também contribuiu para obscurecer o momento de abertura recentemente observado no país. A liberdade de imprensa é, contudo, garantida pela constituição de 2001, revisada em 2018. A autocensura continua sendo uma prática comum entre os jornalistas comorenses, devido às pesadas multas por difamação. Os jornalistas sofrem, principalmente, de uma falta cruel de recursos e de formação, tendo dificuldades para se estruturar.

75
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

-19

56 em 2019

Pontuação global

+1.86

27.91 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
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