Colômbia

Colômbia

Um clima de violência e autocensura

A assinatura em setembro de 2016 dos Acordos de Paz históricos entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) aplacou inúmeras tensões no país. O fim do conflito foi, muitas vezes, fonte de censura e violência contra a imprensa. As agressões, ameaças de morte e assassinatos de jornalistas ainda são frequentes e colocam a Colômbia no rol dos países do continente mais perigosos para a imprensa. A cobertura de temas como a lei e ordem pública, conflitos armados, corrupção e conluio entre políticos e grupos armados ilegais, ou ainda as questões ambientais, é sistematicamente acompanhada de pressão, intimidação e violência. Os repórteres colombianos vivem, permanentemente, sob a ameaça das chamadas "bacrims", grupos paramilitares envolvidos com o tráfico de drogas. As agressões, ameaças de morte e sequestros são freqüentes, e grupos armados, como o ELN, querem silenciar meios de comunicação alternativos ou comunitários que estejam investigando suas atividades, criando verdadeiros desertos de notícias, especialmente em áreas rurais. A mídia está intimamente ligada aos impérios econômicos e à classe política na Colômbia, o que coloca em risco sua independência editorial e fortalece a autocensura. O novo presidente conservador, Ivan Duque, eleito em agosto de 2018, não deu sinais encorajadores para melhorar a situação da liberdade de imprensa no país.

129
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

+1

130 em 2018

Pontuação global

+1.79

41.03 em 2018

  • 1
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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