Colômbia

Colômbia

Um clima de violência e autocensura

As agressões, ameaças de morte e assassinatos de jornalistas ainda são frequentes e colocam a Colômbia no rol dos países do continente mais perigosos para a imprensa. A cobertura de temas como a ordem pública, os conflitos armados, a corrupção e o conluio entre políticos e grupos armados ilegais, ou ainda as questões ambientais, é sistematicamente acompanhada de pressão, intimidação e violência. Os repórteres colombianos vivem, permanentemente, sob a ameaça dos "bacrims", grupos paramilitares envolvidos com o tráfico de drogas. As agressões, ameaças de morte e sequestros são frequentes e os grupos armados, como o ELN ou os dissidentes das FARC, querem silenciar os meios de comunicação alternativos ou comunitários que investigam suas atividades, criando verdadeiros buracos negros da informação, especialmente em zonas rurais. Na Colômbia, os meios de comunicação estão intimamente ligados a impérios econômicos e à classe política, o que coloca em risco sua independência editorial e acentua a autocensura. Desde a posse do presidente conservador Iván Duque, em agosto de 2018, vários jornalistas e meios de comunicação que denunciaram o envolvimento de membros do governo em casos de fraude, corrupção e violações de direitos humanos foram alvo de campanhas de intimidação e assédio, assim como de operações de espionagem.

130
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

-1

129 em 2019

Pontuação global

-0.16

42.82 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
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