Cambodja

Cambodja

Mídia crítica aniquilada pelo partido no poder

Preocupado com a perspectiva de ter que ceder o poder depois de mais de trinta anos de governo, o primeiro-ministro Hun Sen embarcou em uma guerra absolutamente implacável contra a imprensa antes das eleições legislativas de julho de 2018. Cerca de trinta estações de rádio foram silenciadas, e o Cambodia Daily, diário histórico da frágil democracia khmer, foi forçado ao fechamento. Último bastião da imprensa independente, o Phnom Penh Post foi comprado em maio de 2018 por um magnata malaio próximo ao clã dominante. A linha editorial pró-governo que ele impôs foi tal que muitos de seus jornalistas tiveram que se demitir. Assim foi aberto espaço para que os cambojanos tenham acesso apenas às informações derramadas pelos principais grupos de mídia diretamente ligados a Hun Sen, bem como pela agência de notícias online Fresh News, fonte de propaganda pró-governo. Apenas a rede Voice of Democracy, cuja rádio foi fechada, tenta resistir nas redes sociais. Quanto aos jornalistas investigativos que investigam os temas que incomodam as autoridades, como a prostituição de menores, são jogados na cadeia. As leis sobre difamação e o crime de lesa majestade são amplamente usados para contornar as disposições relativas previstas pelo artigo 41 da Constituição, que, em teoria, garante a todo cidadão cambojano a liberdade de expressão, de informação e de publicação .

144
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

-1

143 em 2019

Pontuação global

-0.44

45.90 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
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