Turquia

Turquia

O autoritarismo toma conta dos meios de comunicação

As operações militares na fronteira turco-síria, na região de Idlib, a intervenção do exército turco na Líbia, a instrumentalização política da crise dos refugiados sírios e a gestão da pandemia de Covid-19 apenas reforçaram a política liberticida do governo com relação aos meios críticos, fortalecendo ainda mais o uso da justiça para fins políticos. Embora a Turquia não seja mais a maior prisão do mundo para jornalistas, o risco de encarceramento e o medo de trabalhar sob supervisão judicial ou sem passaporte são onipresentes.  

 Num contexto em que 90% dos meios de comunicação nacionais permanecem sob o controle do governo, sobretudo através de instituições reguladoras dos meios de comunicação, como o Conselho Superior do Audiovisual (RTÜK), a Comissão Responsável pela Distribuição de Anúncios Públicos (BIK) ou o Conselho Presidencial responsável pelo fornecimento da carteira de imprensa (CIB), que adotam uma prática claramente discriminatória para marginalizar ou criminalizar vozes críticas da mídia. Vale tudo para acabar com o pluralismo. 

Nessa "Nova Turquia", marcada pela hiper-presidência de Recep Tayyip Erdogan e onde a arbitrariedade dos juízes e dos órgãos administrativos se tornaram a norma, a censura na internet atingiu níveis sem precedentes. Questionar o governo e os círculos privilegiados tornou-se quase impossível. As redes sociais são agora obrigadas a nomear um representante legal na Turquia e a colocar em prática as decisões de censura adotadas pela justiça turca, sob pena de serem condenadas a sanções graduais (multas, privação de publicidade e redução da largura de banda).

153
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2021

Posição

+1

154 em 2020

Pontuação global

-0.23

50.02 em 2020

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2021
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2021
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2021
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