Síria

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Jornalistas no calor da guerra

Os jornalistas continuam particularmente expostos ao perigo, pois estão na linha de frente para cobrir os atentados em redutos rebeldes. Sequestros são comuns, perpetrados por forças jihadistas que se comportam como autoridades do estado, reinando com mão de ferro. Foi nessas áreas que nasceram meios de comunicação livres e independentes, criados por comunicadores após as revoltas, mas poucos sobreviveram. Por vários anos, dezenas de jornalistas das regiões de Ghouta, Deraa ou Idlib tentaram fugir da insegurança e do avanço das tropas do governo, temendo que fossem presos. Nas áreas controladas por Damasco, a imprensa livre não existe. As notícias relatadas pela mídia dependem da agência de notícias do governo, e apenas a versão oficial é admitida. Um punhado de jornalistas são escolhidos pelo governo e autorizados a cobrir os combates nas linhas de frente, escoltados pelo exército. Qualquer indício de crítica ou informação sensível leva a represálias por parte dos serviços de inteligência, que têm carta branca para agir. Dezenas de jornalistas foram presos por forças do governo, enquanto outros foram sequestrados por diferentes grupos armados que surgiram sucessivamente: Daesh, Jaysh al-Islam, ou ainda Hayat Tahrir al-Sham. Várias centenas de jornalistas provavelmente morreram como resultado de tortura e seus parentes os perderam de vista. Finalmente, no norte controlado pelos curdos, jovens repórteres locais são as primeiras vítimas de confrontos entre as forças leais ao governo e grupos apoiados pela Turquia.

174
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

0

174 em 2019

Pontuação global

+0.79

71.78 em 2019

Contatos

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