Palestina

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Os jornalistas sob pressão

A prática do jornalismo na Palestina é um exercício perigoso, pois as tensões políticas continuam muito fortes. Em Gaza, dois jornalistas palestinos foram mortos e dezenas de outros feridos pelo exército israelense quando cobriam a marcha do retorno de maio de 2018. Na Cisjordânia, as prisões de jornalistas palestinos pelas forças israelenses continuaram com interrogatórios e detenções administrativas, muitas vezes sem motivo claro. Acusados pelas autoridades israelenses de incitar a violência, meios de comunicação palestinos foram fechados à força nos últimos anos. Os jornalistas palestinos também continuam a pagar o preço da luta travada entre o Fatah e do Hamas nos territórios palestinos: ameaças, prisões, processos-mordaça, prisões sem acusação, interrogatórios violentos, proibição de cobrir certos eventos... Essas tensões políticas, acrescidas da pressão das autoridades israelenses, complicam demais o trabalho dos jornalistas e impelem muitos deles à autocensura. Vários sites de veículos considerados como oposição pela Autoridade Palestina estão inacessíveis desde 2017. A censura online também vem, às vezes, de plataformas como o Facebook ou o Twitter, que removem, por pressão política israelense, mensagens ou relatos de jornalistas ou da mídia palestina acusados de incitação à violência. Embora parte do conteúdo suprimido de forma abusiva volte a estar online após a solicitação dos moderadores da plataforma, as ONGs locais continuam a denunciar "dois pesos, duas medidas" com relação aos conteúdos israelenses e palestinos.

137
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

-3

134 em 2018

Pontuação global

+1.72

42.96 em 2018

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