Nossos valores

Repórteres sem Fronteiras é a maior organização internacional de defesa da liberdade de imprensa - o direito humano fundamental de informar e ser informado.

Em pleno século XXI, quase metade da população mundial continua sem ter acesso a informações confiáveis.

Privadas de conhecimentos essenciais para a gestão de suas vidas e, consequentemente, impactadas no seu livre arbítrio, estas pessoas são impedidas de viver em sistemas políticos plurais e diversos em que as “verdades factuais” constituam a base das escolhas individuais e coletivas.


A liberdade da informação é aquela que permite verificar a existência de todas as outras.Win Tin,  jornalista birmanês


Garantir todas as liberdades

A liberdade de pensamento depende de nosso conhecimento da realidade. Em 1948, as Nações Unidas estabeleceram, no artigo 19 da Declaração Universal de Direitos Humanos, que “a liberdade de opinião e de expressão” implica o direito de “buscar receber e transmitir informações e ideias por qualquer meio e independentemente de fronteiras”.


Assegurar a dignidade humana

O Ato Constitutivo da Unesco afirma que a busca irrestrita da verdade objetiva é indispensável para a dignidade e a liberdade humanas. Ao mesmo tempo, devemos aceitar que a verdade pode assumir diferentes formas, produzir resultados diferentes e até contraditórios, afinal ninguém é dono de uma verdade única.

A RSF defende jornalistas - profissionais e não profissionais - que podem ter pontos de vista opostos, desde que se comprometam a relatar a realidade como a veem, de forma independente.


Fomentar a democracia

Seja qual for o sistema político, a representação de interesses divergentes e das contradições internas implica a existência de jornalistas livres.

Nos regimes ditatoriais, as restrições a jornalistas alimentam a dominação do Estado e a usurpação de poderes. Nas democracias, o entretenimento e o reforço positivo dos desejos podem gerar “apatia política”. O jornalismo independente é, portanto, crucial para uma democracia fortalecida.


Promover o desenvolvimento

Seja qual for a doutrina econômica usada para analisar as escolhas humanas, é evidente que a conduta de atores da esfera pública e da privada deve ser definida com base em fatos cuidadosamente relatados.

A liberdade de informar é uma garantia de transparência e eficiência nas compras públicas e privadas, assim como na assistência estatal para o desenvolvimento. É também essencial para a coerência das políticas públicas, para a prosperidade das empresas privadas e para um crescimento sustentável que respeite os equilíbrios da natureza e da sociedade humana.


Estimular as capacidades individuais

O Prêmio Nobel de Economia Amartya Sen definiu o desenvolvimento como “um processo de expansão das liberdades individuais substanciais”.

A liberdade de informação é, sem dúvida, uma das principais vias para estimular as capacidades dos indivíduos, incluindo-os no sistema de saúde, de educação e no debate público. Em outras palavras, permitindo que tenhamos controle sobre nossas próprias vidas.

Em suma, a liberdade de informação é uma condição indispensável para o enriquecimento das possibilidades sociais, econômicas e políticas oferecidas a cada indivíduo.