Iêmen

Iêmen

Balanço desastroso para os jornalistas

O conflito militar no Iêmen, que dura desde 2014, continua devastando o país e está provando ter consequências muito graves para a liberdade de imprensa. A fragmentação do país entre as áreas controladas pelos rebeldes houthis, as regiões controladas pelo governo dito legítimo e os separatistas do sul polarizaram ainda mais os meios de comunicação. A informação independente sobre o conflito é rara, os veículos de comunicação estão sendo controlados pelas partes envolvidas no conflito. Quanto aos jornalistas estrangeiros, raros são os que acessam o campo. Os jornalistas locais se veem encurralados no meio de todas essas forças. Quase vinte deles foram detidos pelos houthis ou pela Al Qaeda, a maioria desde 2015. Um dos jornalistas reféns dos houthis, Anwar al Rakan, morreu tragicamente em 2018 logo após sua libertação. Na parte do país controlada pelo governo dito legítimo, jornalistas também são arbitrariamente presos e vítimas de abusos cometidos por milícias. Na internet, o acesso aos veículos de comunicação foi bloqueado desde que os houthis assumiram o controle do Ministério das Telecomunicações. Independentemente da área em que se encontram, os jornalistas são vigiados e podem ser presos por uma simples postagem nas redes sociais. Para não sofrer represálias, alguns decidem mudar radicalmente de profissão, o que não os impede de serem processados por seus antigos escritos.

167
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

+1

168 em 2019

Pontuação global

-3.41

61.66 em 2019

Contatos

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