Congo-Brazzaville

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Jornalistas fortemente "incitados" à autocensura

Ainda que o país apresente um certo pluralismo, com a existência de cerca de vinte televisões privadas, cerca de vinte jornais e quarenta rádios, os meios de comunicação são fortemente incitados à autocensura e pertencem, muitas vezes, a pessoas próximas ao poder. Desde 2014, vários jornalistas foram ameaçados, forçados ao exílio ou expulsos do país após ter criticado o governo ou convidado a oposição a se expressar. Em 2016, durante as eleições, a Internet foi simplesmente suspensa em todo o país para impedir jornalistas e ativistas de verificar e contestar os resultados. Em 2018, 18 meses depois de sua prisão, o diretor de publicação Ghys Fortuné Bemba foi finalmente libertado. Finalmente, enquanto o regulador ajudou a libertar vários jornalistas presos, seu presidente acusou os jornalistas congoleses de promoverem uma "dinâmica de desestabilização do Estado". Sanções arbitrárias contra os meios de comunicação não são incomuns, especialmente quando criticam as autoridades ou círculos próximos ao governo. Isso ficou demonstrado em 2019 pela notificação formal a um semanário para que revelasse suas fontes e interrompesse seu trabalho de investigação sobre a agência nacional de aviação civil. Finalmente, a precariedade do setor é reforçada pela falta de apoio financeiro das autoridades e, nos últimos anos, diversos veículos de comunicação precisaram fechar as portas, incluindo dois canais de televisão em 2019.

118
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

-1

117 em 2019

Pontuação global

+0.52

36.04 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
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