Cingapura

Cingapura

O outro contra-modelo da liberdade de imprensa

Sob o disfarce de "Suíça da Ásia", para citar a expressão referente à propaganda das autoridades de Cingapura, a Cidade-Estado finalmente tem pouco a invejar ao contra-modelo chinês quando se trata de repressão da liberdade de imprensa. O governo do primeiro-ministro Lee Hsien Loong é sempre rápido em processar seus críticos, pressionar para acabar com suas chances de serem empregados, chegando a forçá-los a deixar o país. A Autoridade de Desenvolvimento da Mídia (MDA) tem o poder de censurar qualquer tipo de conteúdo jornalístico. Os processos por difamação são frequentes e podem ser acompanhados de acusações de "sedição", crime passível de 21 anos de prisão. A autocensura é generalizada, inclusive em meios alternativos independentes, intimidados pela pressão judicial e econômica exercida pelas autoridades. A famosa linha vermelha - que os jornalistas apelidam de "OB Markers" ("Out of Bounds", fora dos limites) - limita cada vez mais a cobertura jornalística de inúmeros assuntos e personagens públicas. Em 2018, a situação se degradou significativamente, com cinco sites de notícias independentes e pelo menos sete jornalistas ou blogueiros alvos de processos legais pesados. As autoridades de Cingapura também criaram o hábito de ameaçar os jornalistas com cartas pedindo que retirem os artigos que incomodam e que se comportem - caso contrário, elas ameaçam com sentenças de prisão de até 20 anos de reclusão.

151
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

0

151 em 2018

Pontuação global

+0.46

50.95 em 2018

Contatos

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