Afeganistão

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A liberdade de imprensa é crucial para a paz no Afeganistão

O acordo de paz assinado entre Washington e os talibãs em fevereiro de 2020 é histórico, mas está longe de ser representar uma paz definitiva no Afeganistão. O avanço e as conquistas ao longo dos últimos 18 anos no que se refere à liberdade de imprensa seguem ameaçados. Apesar de duas eleições problemáticas, a violência e o número de jornalistas mortos diminuíram um pouco em relação a 2018, o ano mais mortífero para os profissionais da informação desde a queda dos talibãs. Foram reforçadas as medidas tomadas pelo governo de união nacional e pelo Comitê Coordenador para a Segurança dos Jornalistas e da Mídia em favor da liberdade de informação. Apesar de sua resistência, as jornalistas continuam vulneráveis em um país onde a propaganda fundamentalista, muito ativa em várias regiões, as torna um dos seus alvos preferidos. Há uma grande preocupação de que as liberdades fundamentais, e em particular as das mulheres jornalistas, sejam sacrificadas nos esforços de paz no Afeganistão. Diante das ameaças, o Centro de Proteção aos Jornalistas Afegãos (CPAWJ), apoiado pela RSF, lançou várias campanhas para proteger os direitos das mulheres jornalistas como um pré-requisito para a paz duradoura. A paz e segurança continuam sendo as principais demandas do povo afegão, mas esse objetivo só pode ser alcançado com a mídia livre e independente e com garantias de segurança para os jornalistas.

122
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

-1

121 em 2019

Pontuação global

+1.15

36.55 em 2019

  • 1
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 1
    Colaboradores assassinados em 2020
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