Paquistão

Paquistão

Ameaças cruzadas entre grupos extremistas e serviços de inteligência

A imprensa paquistanesa, considerada uma das mais prósperas da Ásia, é o principal alvo dos grupos extremistas, das organizações islamistas e dos temíveis serviços de inteligência paquistaneses, todos listados como predadores da imprensa pela Repórteres sem Fronteiras. Em guerra uns contra os outros, esses grupos estão sempre prontos a denunciar os "sacrilégios" cometidos pela imprensa. As autoridades do governo central ou de executivas regionais, os partidos político-religiosos e seus militantes não descansam, intimidando, assediando e agredindo os jornalistas que julguem insuficientemente complacentes com suas ideias. Ainda que se constate uma tendência de baixa há cinco anos, vários ataques mortais contra jornalistas são registrados a cada ano no país. Em outubro de 2017, grupos armados do Balutchistão chegaram a lançar um ultimato contra os jornalistas porque não cobriam suficientemente o conflito regional - sendo que os mesmos jornalistas eram ameaçados pelas forças de segurança caso ousassem, justamente, abordar a situação. Um mês depois, os repórteres estavam novamente entre fogo cruzado quando tentaram cobrir o cerco de Islamabad por militantes religiosos. Consequência natural dessa situação, a autocensura ganha terreno nas redações.

139
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2018

Posição

0

139 em 2017

Pontuação global

-0.31

43.55 em 2017

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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