Índia

Índia

Jornalistas encurralados entre ameaças virtuais e ataques físicos

A violência que afeta os jornalistas é uma das características mais marcantes do estado atual da liberdade de imprensa na Índia. Violência policial, ataques de combatentes maoístas, represálias patrocinadas por grupos da máfia ou políticos corruptos... No total, pelo menos seis jornalistas indianos morreram em 2018 por causa de sua profissão, aos quais deve ser adicionado um sétimo caso sobre o qual pairam muitas dúvidas. Esses assassinatos são indicativos dos muitos perigos enfrentados pelos jornalistas indianos, particularmente aqueles que trabalham em publicações não-anglófonas em áreas rurais. Com a aproximação das eleições gerais da primavera de 2019, os ataques a repórteres por ativistas que apóiam o primeiro-ministro Narendra Modi foram exacerbados. Proponentes do Hindutva, a matriz ideológica do nacionalismo hindu, realizam verdadeiros expurgos de qualquer pensamento "antinacional" que possam encontrar no debate público. Sobretudo, campanhas coordenadas assustadoras de ódio e incitações ao homicídio são realizadas em redes sociais contra jornalistas que se atrevem a falar ou escrever sobre temas incômodos. Essas campanhas são particularmente violentas quando visam mulheres. A respeito disso, o surgimento de um movimento de mídia #MeToo em 2018 lançou luz sobre os muitos casos de assédio ou agressão sexual contra mulheres repórteres. No âmbito criminal, os processos judiciais são freqüentemente usados para amordaçar os jornalistas que são muito críticos das autoridades, em particular com base seção 124A do Código Penal, que pune com prisão perpétua pessoas consideradas culpadas de "sedição". A mera ameaça de acusação é suficiente para estabelecer a autocensura. Finalmente, a cobertura de regiões consideradas sensíveis pelo poder, como a Cachemira, permanece ainda muito difícil. Jornalistas estrangeiros são excluídos e a Internet é cortada regularmente. Quanto aos jornalistas que trabalham para a mídia local, quando não são jogados na prisão, são alvo frequente de violência pelos paramilitares, que agem com uma carta branca de Nova Deli.

140
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

-2

138 em 2018

Pontuação global

+2.43

43.24 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
Ver o Barômetro