Índia

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O nacionalismo de Modi, ameaça mortal à liberdade de imprensa

Os nacionalistas hindus realizam verdadeiras purgas de qualquer pensamento "antinacional" que possam encontrar no debate público. A autocensura se espalha na imprensa convencional, enquanto os jornalistas são cada vez mais frequentemente vítimas de campanhas de difamação online pelos elementos mais radicais dos nacionalistas, que não hesitam em ameaçá-los de represálias físicas. O ano de 2017 foi, além disso, marcado pelo assassinato de pelo menos três jornalistas visados por seu trabalho. Foi o caso de Gauri Lankesh, que havia sido alvo de uma campanha de ódio nas redes sociais. Os processos na justiça também são usados para amordaçar os jornalistas críticos demais ao governo, especialmente devido à seção 124A do código penal, que pune com prisão perpétua aqueles que forem declarados culpados de "sedição". A simples ameaça de acusação é suficiente para instaurar a autocensura. A cobertura de regiões consideradas sensíveis pelo poder, como a Caxemira, permanece ainda muito difícil. Os jornalistas estrangeiros são excluídos dela, e a Internet também é regularmente cortada na região. Quanto aos jornalistas que trabalham para meios de comunicação locais, quando não são jogados na prisão, são alvos frequentes de violências por parte das forças armadas, que agem com o consentimento de Nova Déli.

138
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2018

Posição

-2

136 em 2017

Pontuação global

+0.30

42.94 em 2017

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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