Guiné Equatorial

Guiné Equatorial

Controle total dos meios de comunicação

O controle das mídias e a censura prévia são comuns neste país governado há 40 anos pelo mesmo homem, reeleito, em abril de 2016, para um quinto mandato presidencial de sete anos. Sob o regime autoritário de Teodoro Obiang Nguema, é verdadeiramente impossível criticar o presidente ou as forças de segurança. Não existe nenhum veículo de comunicação verdadeiramente independente no país e os poucos órgãos presentes estão sujeitos a um controle muito rígido das informações. As reportagens sobre as primaveras árabes, os conflitos no Mali ou na Síria, ou ainda a queda de Blaise Compaoré foram, por exemplo, proibidas. Os jornalistas podem ser demitidos, detidos, seus programas suspensos e seu material confiscado. A autocensura substitui muitas vezes a informação. Os raros jornalistas que tentam produzir informações de forma independente são vistos como desestabilizadores e inimigos do regime. O acesso de jornalistas estrangeiros ao país é fortemente restrito. Em 2019, dois jornalistas passaram vários dias na prisão pela simples publicação de uma entrevista. Desde sua libertação, ainda não reassumiram seus cargos. A rede privada que os emprega pertence a Teodoro Obiang, filho do presidente e atual vice-presidente do país. No ano anterior, o famoso cartunista Ramón Nse Ebalé, conhecido por seus desenhos críticos do presidente, permaneceu na prisão por quase seis meses após um processo totalmente forjado contra ele.

165
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

0

165 em 2019

Pontuação global

-1.97

58.35 em 2019

Contatos

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
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