Eritreia

Eritreia

Uma ditadura onde a informação não possui direito algum

O acordo de paz assinado com a vizinha Etiópia em 2018, infelizmente, não resultou em nenhuma abertura nessa ditadura onde a informação não encontra lugar. Desde a onda de repressão contra as mídias independentes em 2001, a RSF insiste em pedir a libertação e provas de vida dos jornalistas detidos. Segundo a nossa organização, há pelo menos 11 jornalistas atualmente presos nos calabouços do regime, sem acesso a suas famílias ou advogados. A imprensa, assim como toda a sociedade eritreia, está submetida ao arbítrio absoluto do presidente Issaias Afeworki, predador da informação e responsável por "crimes contra a humanidade", segundo um relatório da ONU de junho de 2016."Aqueles que pensam que haverá democracia neste país, podem pensá-lo em outro mundo", declarou ele em 2014. A Rádio Erena, que celebrou 10 anos em 2019, é a única rádio independente e apolítica, funcionando em Paris, com o trabalho de jornalistas eritreus exilados. Ela fornece informações livres à população eritreia. Suas transmissões, contudo, são bloqueadas com frequência. Mesmo online, é difícil acessar informações confiáveis. A taxa de penetração da internet, abaixo de 2%, é uma das mais baixas do mundo. E os eritreus são vigiados de perto. Nos cibercafés, eles são obrigados a fornecer sua identidade antes de serem autorizados a se conectar.

178
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

0

178 em 2019

Pontuação global

+3.24

80.26 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
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